INFORME FOLHA
Deficiências
A área de Segurança Pública sofre com a falta de estrutura. Ontem, o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, apresentou um balanço da pasta que revela uma série de deficiências: falta de veículos, recursos humanos e equipamentos de informática. Delazari disse que a situação chegou a esse ponto devido à grande contenção de investimentos na área de segurança nos últimos anos. Para driblar as dificuldades de caixa, o secretário vai implementar mudanças administrativas e financeiras. A idéia, de acordo com o secretário, é manter um ritmo mais operacional, com policiamento ostensivo. Para reverter o sucateamento nas polícias Civil e Militar, o governador Roberto Requião (PMDB) liberou R$ 8 milhões para a compra de viaturas. No total, a pasta da Segurança tem à disposição, para este ano, R$ 50 milhões.
Em falta
Delazari está preocupado com as defasagens na sua área. Dados divulgados pelo governo do Paraná mostram que somente a Polícia Civil tem uma defasagem de mil viaturas. Como se não bastasse, o efetivo da Polícia Militar perdeu quatro mil homens nos últimos oito anos, baixando de 20 mil homens para 16 mil.
Utilidade pública
A pauta de votações da Assembléia Legislativa anda fraca. Na segunda-feira, dos 12 itens previstos, 10 eram declarações de utilidade pública. Todas foram aprovadas. Na tarde de ontem, não houve votação. Foi feita uma sessão em homenagem ao Dia do Soldado, comemorado no dia 25 deste mês.
Novela
A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa debate nesta manhã uma das maiores reivindicações dos prefeitos paranaenses: o repasse, por parte governo estadual, dos recursos para o transporte escolar da rede estadual. Os prefeitos reclamam que, desde o início do ano, estão a ver navios. A Secretaria de Educação informa que sua preocupação é o uso correto dos recursos. O governo não quer que o dinheiro do transporte dos alunos seja utilizado para outros fins. O orçamento estadual prevê o repasse de R$ 32 milhões para o transporte escolar.
Bombeiro
O presidente da Comissão, deputado Tadeu Veneri (PT), tem a árdua tarefa de tentar fechar um acordo entre governo e prefeitos. Participam da reunião a direção da Associação dos Professores, a APP-Sindicato, o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Joarez Lima Henrichs (PFL), os secretários Maurício Requião (Educação) e Renato Adur (Desenvolvimento Urbano), a procuradora-geral do Estado, Maria Tereza Gomes, além do presidente do Tribunal de Contas, Henrique Naigeboren.
Devolução
O vereador Renato Araújo (PP) está reivindicando a devolução do terreno do estacionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que fica junto ao Fórum de Londrina. A doação foi feita em 1997. Araújo, no entanto, negou que a postura seja retaliação contra a proposta da entidade de redução do número de vereadores na cidade. Para ele, o limite é definido pela Constituição Federal e é respeitado pela Câmara.
Dor no bolso 1
A reforma tributária elaborada pelo Planalto vai perpetuar a dor do contribuinte. O substitutivo apresentado na segunda-feira pelo relator da reforma na Câmara Federal, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), torna permanente a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). E mantém a alíquota do chamado imposto do cheque em 0,38%.
Dor no bolso 2
O deputado federal César Silvestri (PPS) defendia uma mudança. Para ele, a CPMF deveria ser transformada em imposto, o que permitiria que estados e municípios ficassem com uma fatia da arrecadação. O líder da bancada do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia, é um dos maiores críticos do texto. Segundo Aleluia, a carga tributária no Brasil representa cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB), e com a reforma vai passar para 40% do PIB.
Dor no bolso 3
Da Assembléia estadual, também partem críticas. ''A população vai ser sacrificada. Hoje a maior parte do bolo da arrecadação fica com o governo federal, os municípios acabam reféns'', opinou o deputado Nereu Moura (PMDB), primeiro-secretário da Casa.
Perguntinha
O brasileiro vai ter aumento de salário para acomodar os tributos no orçamento?
Maria Duarte (interina) e sucursais
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