Renegociação


A empresa Ambiental Paraná, vinculada à Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos para o Mercosul, está renegociando contratos firmados durante a gestão do antecessor Jaime Lerner (PFL). A intenção do governo com os ajustes é recuperar créditos avaliados em cerca de R$ 60 milhões. A informação foi repassada ontem pela manhã ao primeiro escalão durante a reunião do secretariado. Segundo o presidente da empresa, Djalma de Almeida César, um ano e meio antes das eleições de 2002 a Ambiental Paraná negociou 60% das florestas, que correspondem a 10 mil hectares, vendidas por preços abaixo do valor de mercado no entendimento do atual governo. Foram negociados 11 contratos considerados lesivos ao Estado, afirmou César. O governador Roberto Requião (PMDB) pediu uma auditoria em todos os contratos da Ambiental Paraná que foram firmados antes das eleições.


Nostalgia


A reunião de ontem aconteceu sem a presença de Requião. O encontro foi comandado pelo governador em exercício, o vice e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti. Em visitas recentes à Assembléia Legislativa, Pessuti tem confessado a saudade que sente do Legislativo e dos debates no plenário. No Executivo, lamenta o ex-deputado, não há espaço para discursos na tribuna.


Desenvolvimento


Além da Ambiental Paraná, outros temas ligados à pasta de Indústria e Comércio foram expostos. A diretoria da agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) quer aumentar a atuação da instituição nas regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), explicou o diretor administrativo, Amadeu Geara.


Texas


Requião está no Texas, Estados Unidos, onde analisa o funcionamento do sistema energético do estado norte-americano: a infra-estrutura é controlada pelo Estado e a operação está nas mãos da iniciativa privada. Segundo o Palácio Iguaçu, a volta do governador está prevista para o final desta semana.


Tensão


Até lá, Pessuti comanda o governo em clima tenso. Os adversários do governador estão dispostos a criar uma CPI para investigar supostas doações de bingos à campanha eleitoral, que não teriam sido declaradas à Justiça Eleitoral. O foco de tensão parte da bancada de oposição na Assembléia e do PFL, partido que se viu forçado a assumir o posto de oposição após a derrota nas urnas em outubro do ano passado.



Futebol


O líder da oposição na Assembléia, Durval Amaral (PFL), estava mais do que contente ontem. Nada a ver com o plenário ou com as CPIs. É que o filho do deputado, Mateus, que joga futebol de salão, foi convidado a jogar no time de Verona, Itália. O deputado voltou recentemente da cidade italiana, onde o filho ficou. Amaral só reclamou do calor na viagem: enfrentou 42 graus.


Estratégias


Depois de perder as eleições para o governo, o PSDB concentra esforços na sucessão do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). O presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), foi escolhido para organizar o partido na Capital. O nome cotado para a disputa é o do vice-prefeito, Beto Richa. O vereador defende uma avaliação técnica para todos os pré-candidatos a prefeito, como critério para escolher o candidato com mais chances. As costuras de chapa prometem dar trabalho. O PFL, tradicional aliado do PSDB, também tem preferência pela candidatura própria.


Cultura


O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participa hoje da abertura do Fórum Nacional de Secretários da Cultura, às 20h30, no Espaço das Américas, em Foz do Iguaçu. A meta do evento é eleger a executiva nacional de secretários de Estado da Cultura, além de definir estratégias para otimizar os recursos destinados à cultura nos orçamentos estaduais e federal. O encontro vai até quinta-feira.


Elogios 1


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou com o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, durante evento que reuniu o diretor-geral paraguaio da usina, Jorge Ayala, e o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, no sábado em Foz do Iguaçu.


Elogios 2


''Confesso que fiquei preocupado, meu caro Nicanor. Não sei se os presidentes do Paraguai e do Brasil devem estar felizes ou preocupados, porque o prestígio e a cumplicidade entre Samek e Ayala podem nos causar sérios problemas'', brincou Lula, ao comentar a lista de elogios trocados entre os dois diretores.


Correria


No mesmo evento em Itaipu, o grande afã dos fotógrafos em registrar a presença do general Lino Oviedo quase sobrou para o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho. Na correria, os seguranças tiveram que garantir que os fotógrafos não trombassem com o presidente da Fiep.


Perguntinha


Quantas CPIs a Assembléia do Paraná vai montar até o final do ano?

Maria Duarte (interina) e sucursais
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