INFORME FOLHA
Caça às bruxas
As investigações da CPI do Banestado estão arrepiando. Já tem jornal insinuando que políticos paranaenses remetiam dólares ao exterior via contas CC-5 do Banestado. As notinhas que podem ter sido plantadas estão atrapalhando o sono de parlamentares. Valdir Rossoni (PTB) usou ontem a tribuna da Assembléia para se defender. Disse que não pode ficar calado às acusações, que apenas citaram um influente político de União da Vitória como portador das tais contas. ''Se eu estiver envolvido com esse esquema, encerro minha carreira política'', prometeu. Rossoni disse que não tem contas CC-5 ''nem legais nem ilegais'', já que o envio de dólares ao exterior é permitido desde que se comprove a origem do dinheiro. Vários deputados se solidarizaram e lembraram outros casos em que acusações contra pessoas públicas não foram comprovadas. Rossoni afirmou que se o nome dele vier à tona durante as investigações da CPI, está autorizada a divulgação. Arlete Caramês (PPS) também já foi citada como dona de uma conta ilegal. Ela esclareceu que por alguns meses, em 1992, depositou dinheiro numa conta na agência do Banestado de Nova York via CC-5. Tudo na lei.
Ataque humorado
''O PT (partido do presidente Lula) está dançando na boquinha da garrafa enquanto o PFL está segurando o tchan.'' Do senador pefelista que representa Goiás, Demóstenes Torres, ontem no encontro da cúpula do PFL nacional, em Curitiba. O senador não parou por aí. Disse que o País elegeu a ''Ofélia, aquela que só abre a boca quando tem certeza''.
Ética
O presidente do PFL estadual, deputado federal Abelardo Lupion, disse que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a intenção do ex-governador Jaime Lerner de trocar o PFL pelo PSDB. ''Nem o Jorge Bornhausen (presidente nacional) foi avisado. A ética manda falar com o partido antes'', disse Lupion, que espera um contato.
Mexidas
A Assembléia já está se articulando para modificar a Constituição do Paraná. Por causa da reforma da previdência, que já passou pelo Congresso, e da reforma tributária, há ajustes a serem feitos no Estado.
Na xadrez
O vereador de Curitiba Paulo Frote (PSC) teve que passar mais uma noite na cadeia. Até o fechamento desta edição, o Tribunal de Justiça (TJ) não havia julgado o pedido de habeas corpus do vereador. O presidente do TJ, Oto Sponholz, fez ontem pedido de informações ao juiz da Central de Inquéritos, Marcelo Ferreira, que determinou a prisão de Frote na sexta-feira passada. Ferreira alegou que o vereador, acusado de peculato pelo Ministério Público, estava obstruindo as investigações de desvio de salários de servidores da Câmara.
Encaminhamento
Os deputados receberam ontem as contas do último ano do mandato do ex-governador Jaime Lerner (PFL). O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já aprovou com ressalvas a documentação referente a 2002. As contas agora passam pelo crivo dos deputados estaduais. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), disse que não há prazo para a votação, mas deve ocorrer ainda neste ano.
Tempo
Palpite de quem cobre política: a cada edital republicado, o governo ganha tempo e não precisa dispensar verbas para as agências de publicidade.
Escolta
O advogado criminalista Alessandro Silvério, aquele que por pouco não se engalfinhou com o presidente da CPI do Banestado, Neivo Beraldin, na semana passada, compareceu com seus clientes ontem pela manhã. Silvério não foi sozinho. Foi acompanhado de vários colegas, dentre os quais Antonio Figueiredo Basto, Elias Mattar Assad, Cláudio Dalledone Júnior e Adel El Tasse.
Suspeição
Silvério não se intimidou com o empurra-empurra da sessão anterior e entregou à CPI um requerimento arguindo a suspeição de Beraldin. O pedido foi por causa do bate-boca da semana passada, quando Beraldin deu a entender que o ex-gerente Ércio dos Santos havia cometido ''crime de lesa Pátria''. Para o advogado, foi uma antecipação de culpabilidade.
Invertida
Outro deputado da CPI que estressou foi Pedro Ivo Ilkiv (PT). O deputado ofereceu a Ércio Santos os benefícos da lei de proteção a testemunhas, caso o mesmo resolvesse colaborar com a CPI e contar o que sabia sobre um suposto esquema de remessa de dólares ilegais para Nova York. Ércio Santos disse que estava ofendido e que não tinha por que entrar neste tipo de programa, já que era inocente.
Perguntinha
Tem fim a briga de Cid Campêlo e Luiz Fernando Delazari?
Leandro Donatti e sucursais
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