INFORME FOLHA
Escoltado
O deputado estadual Barbosa Neto (PDT) voltou à despachar de seu gabinete na Assembléia Legislativa após sofrer um atentado na quarta-feira passada quando chegava em seu apartamento em Curitiba. ''O perigo não está na Assembléia, mas sim no deslocamento até ela'', acredita o deputado, que agora anda acompanhado de um segurança. Os deputados do PDT em Curitiba decidiram enviar um ofício ao Ministério da Justiça, pedindo apoio nas investigações e mais proteção para o deputado. Enquanto Barbosa Neto toma suas precauções, a polícia busca descobrir se Gilmar Ferreira de Aguiar, preso na sexta-feira passada, tem alguma ligação com o atentado. Aguiar foi detido ao tentar vender fitas que supostamente revelariam a identidade dos mandantes do crime ao vereador de Curitiba Jorge Bernardi, também do PDT. Policiais da Delegacia de Homicídios querem apurar se as fitas realmente existem ou se não se tratava de uma mera tentativa de extorsão.
Na mira
Os negociadores que compram e vendem jogadores de futebol do Paraná podem reservar hotel em Brasília. O que a CPI instalada na Assembléia não apurou sobre uma operação de US$ 17 milhões que passou pelo Banestado de Foz e Nova York, não deve passar em branco pela CPI mista em Brasília. As convocações já estão preparadas e um grupo importante de empresários paranaenses deve comparecer na capital federal para tentar explicar a operação.
Prestígio
''Achei que vinha mais gente. Primeiro, porque o tema da reunião (pedágio) é interessante. E segundo porque eu sou um cara bonito'', brincou o secretário dos Transportes, Waldyr Pugliesi, antes do início da reunião do secretariado, ontem pela manhã, no auditório do Museu Oscar Niemeyer. O comentário foi antes da reunião começar. Por um motivo ou outro, o auditório encheu minutos depois. O tema pedágio, porém, ficou para a semana que vem, quando o tema do dia será a Copel.
Repeteco
A manifestação de ruralistas em frente ao Palácio Iguaçu, ontem, que seria promovida pelo Sindicato Nacional de Produtores Rurais (Sinapro), pela segunda vez, ficou só na promessa. A primeira mobilização, no dia 17 deste mês, foi frustrada com o pedido de prisão preventiva do presidente da entidade, Narciso da Rocha Clara, pela Polícia Civil do Paraná. O pedido foi negado, mas o protesto acabou não acontecendo.
Xadrez neles
Requião respondeu com ironia à ameaça dos ruralistas de acamparem em frente à sede do governo. ''Se eles acamparem aqui, coloco todos na Penitenciária do Ahú'', disse aos jornalistas durante reunião semanal com o secretariado, ontem. Rocha Clara não foi encontrado ontem.
Café pequeno
Ao fim da reunião ainda, Requião criticou a cobertura da mídia. Disse que os veículos de comunicação estão supervalorizando as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para o governador, o problema dos sem-terra é ''estatisticamente não representativo''.
Acima da lei
De olho nas eleições do ano que vem, os comandos do PFL e PSDB no Paraná emitiram nota oficial ontem atacando o MST. ''Ninguém está acima das leis, ninguém tem o direito de zombar do estado constituído, ninguém pode pregar a guerra de classes em atitude de escárnio e simplesmente ser ignorado. A nação clama por paz, a nação clama por segurança, a nação clama por Justiça'', diz a nota do PFL, assinada pelo presidente e deputado federal Abelardo Lupion.
Insatisfação
Já o PSDB alega que há no País ''um sentimento generalizado de insatisfação''. ''Depois de tanta expectativa gerada na eleição, o que se tem visto é o oposto do que eles (Lula e Requião) pregaram na campanha. Vemos o MST enfrentar o governo e incitar novas invasões, paralisando a produção e criando um clima de insegurança no campo, enquanto nas cidades o Movimento dos Sem Teto exige soluções imediatas para o problema da moradia, invadindo prédios públicos e propriedades privadas.''
Sabatina
O Fórum Paranaense em Defesa da Previdência e Seguridade Social emparedou ontem em Curitiba Helmut Schwarzer, secretário executivo da Previdência Social. O debate foi realizado no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Medo de perder privilégios adquiridos.
Perguntinha
Se o problema do MST é, aparentemente, tão fácil de solucionar, por que tanta invasão?
Leandro Donatti e sucursais
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