INFORME FOLHA
Cinto apertado
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), que administra a maior cidade do Estado, também está apertando o cinto, como a maioria dos prefeitos que estão sentindo de perto a crise de caixa. No mês passado, Cassio determinou redução de gastos de 30% em média, válida para todas as secretarias. A adoção de meio expediente, outra alternativa que traria fôlego às finanças, foi descartada, para não comprometer o atendimento à população. Para Cassio, os governos federal e estadual precisam ajudar os municípios. ''As prefeituras assumiram encargos nas áreas de saúde, educação e assistência social sem contrapartida de repasses'', reclamou. Segundo o prefeito, Curitiba não recebe recursos para a assistência social desde o início do ano. Além disso, a arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e com o Imposto sobre Serviços (ISS) caiu 15%. Juntos, esses impostos representam mais da metade das receitas da prefeitura, que oscilam entre R$ 70 milhões e 80 milhões ao mês.
Holofote
O coordenador do seminário ''Cultura para todos'', que aconteceu ontem em Curitiba, aproveitou para dar uma bronca na imprensa nacional. Ele, que é assessor do ministro da Cultura e popstar Gilberto Gil, reclamou que a imprensa está muito mais preocupada com as trancinhas de Gil do que com o seu discurso. Tem jornalista com a resposta na ponta da língua: o visual e talento de Gil como cantor, para muitos, chamam mais a atenção que sua postura como ministro.
Barriga cheia
Artistas e produtores culturais de Curitiba costumam reclamar da falta de discussão das políticas nacionais e estaduais na área. Mas ontem, faltou gente para ocupar a platéia do auditório da Federação das Indústrias do Paraná (Cietep), em Curitiba. O público não chegou a 100 pessoas e a discussão ficou restrita aos que tinham mais oratória, como sempre.
Dói no ouvido
Com tão pouca gente falando, ficou fácil perceber as gafes. Falta de informação e de gramática foram as mais gritantes. A maioria dos artistas e produtores culturais que se manifestaram insistiu no medonho ''a nível de'' para expor seus pontos de vista durante o debate.
Fogueira
Lenha na ainda recente crise PT-PMDB. O secretário de Estado do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, filiado no PMDB, divulgou nota criticando o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, do PT. Cheida diz não entender a celeuma criada em torno do Jardim Botânico, obra anunciada para Londrina esta semana. Vários petistas de Londrina reclamaram da falta de uma conversa com a administração municipal sobre a destinação dos recursos, algo em torno de R$ 5 milhões.
Briga antiga
Na nota, Cheida diz que foi procurado por lideranças interessadas em sediar o Jardim Botânico. ''Se Londrina não quer, Maringá e Apucarana querem'', afirmou. Cheida ainda atribuiu a polêmica em torno do Jardim Botânico a questões pessoais entre ele o prefeito da cidade. ''Quando fui secretário municipal do Meio Ambiente, Nedson me impediu deretomar a operação da Central de Moagem de Entulhos, para construção de casas populares através do recolhimento das 400 toneladas/dia de entulhos da construção jogados em fundos de vale. Também impediu o lançamento do Projeto Casa Verde, de aproveitamento de poda e substituição de árvores para construção de casas para pessoas carentes e desocupação dos fundos de vales.''
Habeas corpus
O deputado estadual Mário Sérgio Bradock Zacheski (PMDB), entrou com pedido de liminar em habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender o andamento de uma denúncia, que está sendo julgada no Tribunal de Justiça do Paraná. Bradock é acusado por abuso de autoridade e por suposto envolvimento em um assassinato quando ainda exercia o cargo de delegado de polícia. A defesa do deputado alega que seria nulo o desarquivamento do processo por uma juíza de 1º grau, porque teria ocorrido em concomitância com a sua posse na Assembléia, o que transferiria a competência para o TJ.
Reconsideração
A 2 Vara Federal Criminal de Curitiba volta a funcionar normalmente nesta segunda, apesar da greve dos servidores do Poder Judiciário contra a reforma previdenciária que tramita no Congresso. O comando de greve dos servidores voltou atrás por entender que a vara passa por situação especial, visto que foi especializada para investigar casos de lavagem de dinheiro.
Perguntinha
Tiro ao alvo envolvendo deputados eleitos no Paraná?
Leandro Donatti e sucursais
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