INFORME FOLHA
Novo prazo
A Secretaria de Estado da Segurança Pública deu mais três dias de prazo para os trabalhadores rurais sem-terra retirarem o gado da Fazenda São José, em Campina da Lagoa (100 quilômetros ao sul de Campo Mourão). Na segunda-feira, um contingente de 150 policiais foi até o local para cumprir mandado de manutenção de posse, mas a intervenção não foi necessária, pois os sem-terra não estavam acampados na área. Eles estão em uma propriedade vizinha e mantinham a criação de gado e plantação de milho na fazenda. O primeiro prazo para a desocupação terminou ontem. De acordo com a ouvidora agrária nacional, Maria de Oliveira, houve entendimento com o proprietário da Fazenda São José para que os sem-terra possam colher o milho plantado na área. O acordo é que, terminada a colheita, eles ficam proibidos de ocupar a fazenda para qualquer atividade.
Desabafo
Integrante da bancada ruralista, deputado federal do Paraná Abelardo Lupion (PFL) encarnou ontem seu lado latifundiário, no Congresso. Disse que o povo que votou no ''Lula Paz e Amor'' não imaginava o que o esperava. ''A população urbana que votou no governo atual não esperava as violentas invasões em prédios públicos. A rural, não esperava as inúmeras invasões em todos os estados brasileiros, por pessoas sem vocação agrícola'', declarou.
Curto circuito
O clima estava tão quente na sessão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de ontem de manhã que até o sistema de microfones precisou ser desativado. O conselheiro Rafael Iatauro bateu-boca com o presidente do tribunal, Henrique Naigeboren, durante discussão de um pedido de aposentadoria. Iatauro aproveitou a discussão que era para ser técnica para deixar claro que quer uma outra postura da presidência, mais agilidade. ''Não sou moleque'', berrava Iatauro de tanta raiva. Naigeboren repicava.
Eleição
Aliás, o TCE está em total ebulição. Em dezembro, tem eleição da cúpula do tribunal. Tradicionalmente, o presidente fica dois anos no poder. Naigeboren está há apenas um. Foi eleito no último ano de mandato do ex-governador Jaime Lerner (PFL). Com a troca de governo e Requião de olho, tem conselheiro acesinho, pronto para apoiar a quebra do pacto que é para ser de cavalheiros.
Pedágio
Na reunião de secretariado comandada por Requião, na segunda-feira, um dos principais temas-chave do encontro vai ser o pedágio. Serão anunciadas oficialmente as equipes que trabalharão em cada uma das seis concessionárias, levantando números.
Protesto
O Centro de Vida Independente e a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná prometem protesto no Museu Oscar Niemeyer amanhã, às 15 horas. Eles reclamam que usuários de cadeiras de rodas não conseguem chegar ao salão principal, ''O olho'', porque o único acesso ao local é uma escada. No início do ano, cerca de 40 portadores de necessidades especiais já haviam protestado, indo até o local e parando no pé da escada. Alguns foram, inclusive, carregados para cima, para mostrar como é discriminatório ter uma escada como único acesso à sala. Desde então, nada mudou.
Copel 1
Os números são do Palácio Iguaçu e revelam que a tentativa de privatização da Copel, pelo governo anterior, trouxe reflexos financeiros negativos. O governo Requião diz só a tentativa de entrega da estatal à iniciativa privada idéia que foi abordada devido à repercussão junto à opinião pública, dentre outros representou um aumento do endividamento líquido da empresa de 23% para 46,9%, nos últimos cinco anos.
Copel 2
De acordo com o balanço, a dívida de R$ 1,1 bilhão em dezembro de 1997 saltou para R$ 2,2 bilhões em dezembro de 2002. Para embasar o entendimento do governador, sua assessoria informou ainda que, conforme o último balanço contábil publicado pelas concessionárias públicas antes que seu controle fosse transferido para a iniciativa privada, as elétricas desestatizadas somavam uma dívida financeira total de R$ 8,5 bilhões.
Copel 3
De acordo com as demonstrações financeiras encerradas em dezembro último, a dívida conjunta dessas companhias havia subido para R$ 34,4 bilhões. Ou seja, o endividamento quadruplicou. Ainda segundo o governo, ''a elevação pode ser parcialmente explicada pelos efeitos da variação cambial, mas boa parte é dívida nova, fruto de empréstimos e financiamentos''.
Perguntinha
O discurso de Lupion vale também para o governo estadual?
Leandro Donatti e sucursais
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