INFORME FOLHA
Barbosa Neto sofre atentado
O deputado estadual Homero Barbosa Neto (PDT) passou por maus momentos na noite de ontem. O parlamentar chegava a sua casa na rua Ivo Leão, próximo da Assembléia Legislativa, em Curitiba. Quando descia do veículo, um Astra pertencente à Assembléia, o carro foi alvejado por dois tiros. Um deles acertou o parabrisa e o outro feriu uma perna. O crime aconteceu perto das 21 horas de ontem.
Barbosa Neto, que está em seu primeiro mandato, é jornalista e apresenta um programa policial na CNT. O deputado não sabe se o que ocorreu está relacionado com as denúncias que faz em seu programa ou se era alguma tentativa de assalto. Ele registrou queixa na polícia e fez exames no Instituto Médico Legal.
Nas nuvens
O ex-governador Jaime Lerner e o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, ambos do PFL, tiveram a oportunidade de falar sobre um dos seus temas favoritos: planejamento urbano. A rede pública norte-americana PBS (Public Broadcast System) está preparando um programa sobre o tema, e gravou com Lerner na semana passada. Cassio foi ouvido na tarde de segunda-feira. O programa não tem data para ir ao ar.
Contas 1
A maioria dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) não ficou constrangida com o parecer da procuradora geral junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), Katia Regina Puchaski, sugerindo a rejeição das contas de 2002 do governo Lerner, por motivos como gastos não declarados com publicidade e aplicações abaixo do percentual mínimo previsto para educação. Para os que aprovaram as contas com as famosas ressalvas os argumentos do relator Fernando Guimarães foram convincentes.
Contas 2
O que não convence muito é como que, com tantas observações feitas pelo Ministério Público junto ao TCE e por próprios conselheiros, a contabilidade foi aprovada.
Corda-bamba
O delegado geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, foi alvo de intensos boatos nos últimos dois dias. Espalhou-se pelo Estado que o delegado-geral iria cair, por ordem do governador Requião. Um dos motivos usados para justificar o desligamento de Adauto foi a briga que comprou com a associação e sindicato dos delegados de polícia, contrários à nomeação de PMs para cuidar de delegacias do Interior. Bem como a concessão, pela Justiça, de liminares suspendendo remoções de policiais determinadas pelo delegado geral.
Desmentido
O governo em peso desmentiu a saída de Adauto. O secretário de Estado da Segurança, Luiz Fernando Delazari, afirmou que o delegado geral está exercendo com competência a função. A assessoria de Requião endossou as declarações de Delazari. E o próprio Adauto garantiu estar firme no cargo, em entrevista à Folha, depois de negar seu afastamento a vários veículos de comunicação.
Brecha
Segundo o delegado geral o que pode ter dado margem a especulações foi um pedido de contagem de tempo de serviço na polícia que encaminhou dias atrás à Chefia da Casa Civil. Como qualquer policial de carreira, Adauto quer saber se já tem tempo suficiente para aposentar-se com salário integral, antes que o governo federal mude as regras da previdência. Alguém interpretou que o delegado geral iria aposentar-se por estes dias. Razão da boataria, estimulada pelos adversários. Que são muitos.
Orientação
A associação dos municípios do sudoeste do Paraná distribuiu nota aos prefeitos da região, recomendando que os mesmos tomem medidas administrativas para evitar colapso financeiro agravado com a queda acentuada na arrecadação e crescimento de despesas com diesel, cimento, remédios, manutenção de equipamentos e tarifas públicas. A Amsop sugere corte no fornecimento de medicamentos, mantendo apenas a farmácia básica; a suspensão de investimentos e convênios por tempo indeterminado; meio expediente por 60 dias; paralisação de todos os serviços até 29 de julho e a suspensão das aulas até 4 de agosto.
Perguntinha
Copel e Sanepar vão aceitar na boa o calote pretendido pelos prefeitos?
Leandro Donatti e sucursais
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