Aviso


O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disse ser ''inaceitável'' que as polícias Civil e Militar em municípios do Sudoeste estejam sendo ''financiadas'' pela madeireira Araupel, empresa que teve sua propriedade novamente invadida durante a semana pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A declaração do secretário vem em resposta às suspeitas de que a empresa prestaria ajuda financeira para combustível das viaturas, aluguel residencial de um oficial da PM e publicações, entre outras coisas. Ele garantiu que as acusações estão sendo apuradas e se forem confirmadas poderão resultar na demissão dos policiais envolvidos. ''Vamos querer saber o que está sendo feito com o dinheiro que é enviado para a manutenção das viaturas.''


Pressão pesada


O Sindicato Nacional dos Produtores Rurais (Sinapro), que promete para amanhã uma manifestação contra as ocupações, está com um discurso bem mais apimentado que o do governo do Estado, que prega a paz no campo. O Sinapro defende que o governo Requião cumpra de uma vez os mandados judiciais de reintegração de posse. Os ruralistas sairão em carreta do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, em direção ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Pressão pesada.


Acordo suspeito


O governo do Estado quer que o Ministério Público investigue. O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, recebeu ontem um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que, na avaliação do governo Requião, revela irregularidades num acordo judicial trabalhista no valor de R$ 4 milhões, efetuado em 1996. O acordo se refere a uma ação ajuizada contra o Porto de Paranaguá por 142 aposentados e seu pagamento foi considerado, na época, ''inconveniente e não recomendável'' pela Procuradoria Geral do Estado.


Chance de êxito


O relatório aponta que, mesmo diante de uma apreciação desfavorável, o governo Lerner autorizou o pagamento, parcelado. De acordo com o parecer da PGE, a celebração de um acordo entre o porto e os funcionários era ''questionável por sustentar-se em parâmetros sem qualquer respaldo legal'', o que poderia ajudar num processo para anular a ação.


Nem aí


Os deputados governistas não perderam o sono com o pito do governador Requião que, na última segunda-feira, reclamou da ausência da base aliada na reunião semanal do secretariado. Nereu Moura, requianista de carteirinha, mandou outro recado. Mais ou menos assim: não é funcionário do governo, para ter que bater cartão-ponto nos eventos oficiais. Enquanto isso, o recesso parlamentar continua. Até o fim do mês.


Inspeção


O Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná não encontrou ainda nenhuma irregularidade no levantamento de emplacamentos feitos este ano no Estado de automóveis nacionais produzidos até 1991 e veículos importados até 1993. A análise de possíveis irregularidades nos registros desses automóveis foi solicitada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) aos 27 Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) de todo o País, depois que o Detran do Rio de Janeiro detectou que no município de Nova Friburgo pelo menos 20 carros roubados no exterior foram emplacados como se tivessem sido fabricados antes dessas datas.


Brecha


O que deu brecha para a malandragem foi a inexistência de um pré-cadastramento feito pelas montadoras junto ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) antes dessas datas. O Denatran e a Receita Federal adotaram essa norma uma espécie de certidão de nascimento dos veículos fornecida pelas montadoras justamente para inibir fraudes como roubos, furtos e simulações de transferência de propriedade dos veículos.


Nada consta


Segundo Cícero Pereira da Silva, coordenador de Veículos do Detran no Paraná, desde 1º de julho foram inspecionados todos os veículos com aquelas especificações registrados este ano no órgão, e nenhuma irregularidade foi encontrada. ''Vamos prosseguir na inspeção, analisando os registros dos últimos quatro anos'', afirmou. Ele não descartou a hipótese da inspeção continuar além dos quatro anos, caso seja necessário.


Providências


De acordo com informações do Detran do Rio, funcionários da Circunscrição de Trânsito (Ciretran) de Nova Friburgo já foram afastados por suposto envolvimento no esquema e o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio.


Perguntinha


Osmar Dias, pré-candidato do PDT ao governo em 2006, rompe quando com o governo Requião? Ou já rompeu e está postergando o anúncio?

Leandro Donatti e sucursais
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