Gasolina

O presidente do Sindicato Nacional dos Produtores Rurais (Sinapro), Narciso da Rocha Clara, diz que ainda não estão esgotadas as chances de a entidade obter registro junto ao Ministério do Trabalho. O que há, na verdade, é um parecer contrário da Coordenadoria de Registros Sindicais do ministério, mas nada definitivo. O pedido de registro tem que passar ainda pelo Departamento Jurídico do ministério e pela Confederação Nacional de Agricultura. ‘‘Temos ainda a Justiça.’’ O aviso de Rocha Clara acirra ainda mais a briga da entidade com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), que acusa o Sinapro de ‘‘fantasma’’ e de cobrar ilegalmente contribuição de seus filiados. Outro ingrediente que deve tensionar a briga pela terra no Paraná nesta semana ficou por conta da bancada ruralista em Brasília. O deputado federal do Paraná, Abelardo Lupion (PFL), integrou a comitiva que visitaria o ministro Maurício Correia, do Supremo Tribunal. Os ruralistas sugerem que, como respaldo às reintegrações de áreas determinadas pela Justiça, os produtores passem a entrar com ações individuais contra os governadores por descumprimento.

Chilique geral

Lucia Requião, conselheira do Provopar, passou muita raiva. A irmã de Requião retornou ontem de Olinda, Pernambuco, onde participou da 4ªFeira Nacional de Negócios do Artesanato. Foi lá representar o Paraná na feira. Na bagagem levou material de publicidade fornecido pela Secretaria de Estado do Esporte e Turismo. Lucia chegou a pagar excesso de peso para levar a papelada.

Jogue fora
A surpresa foi quando, em Olinda, abriu o pacote com as peças repassadas pelo secretário Claudio Rorato. A irmã do governador se deparou com material produzido pelo governo Lerner. Não teve dúvidas. Ligou para Requião, que mandou segurar o material defasado, liberando apenas peças de artesãos paranaenses, uma delas inclusive presenteando o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ontem, Lucia ainda reclamava do vexame.

Não compromete
Procurado pela Folha, Claudio Rorato confirmou que usa material do governo anterior para divulgar o Estado em eventos fora. Não viu mal nenhum em enviar a papelada para a feira. De acordo com ele, não há nada de comprometedor.

Novas regras

A Comissão de Serviços Públicos da Câmara de Curitiba está realizando reuniões durante o recesso para finalizar o projeto de lei que irá regulamentar a realização de eventos de grande porte na cidade. O assunto veio à tona após a tragédia no Jockey, quando três adolescentes foram pisoteados durante um show de rock e morreram.

Troca de idéias

Segundo o presidente da comissão, Jair Cézar (PTB), os vereadores estão buscando informações junto à sociedade para orientar o projeto de lei. ‘‘Quem sabe a fundo como funciona um evento? São os organizadores, promotores e freqüentadores dos próprios eventos. A participação deles é fundamental para elaborarmos uma lei eficiente’’, afirmou o vereador.

Outras leis

A legislação de Londrina e de Blumenau (SC) na área de eventos, foi citada, como uma das fontes a serem seguidas, pelo vereador André Passos (PT). ‘‘Os promotores de eventos freqüentemente afirmam que a fiscalização é mais efetiva em Londrina,’’ declarou.

Bombardeio

O aumento de 35 para 37 do número de cadeiras na Câmara de Curitiba, comunicada na semana pela mesa executiva, já recebeu os primeiros torpedos. Adenival Gomes (PT) classifica a proposta, aparentemente legal, de imoral.

Concurso anulado

A Prefeitura de Colombo, na Grande Curitiba, vai ter que fazer um novo concurso para o cargo de jornalista. A ordem é da juíza Gisele Lara Ribeiro. Candidatos que não foram aprovados reclamaram da metodologia usada. A comissão do concurso aplicou apenas questões objetivas, sem redação de texto. Além disso, passou gente sem curso universitário e já lotada na prefeitura.

Rombo menor

A polícia ainda está ouvindo os moradores do edifício de luxo Palais Lac Leman, assaltado por cerca de 15 homens semana passada. O prejuízo, no início das investigações avaliado em US$ 1 milhão, é bastante inferior a este valor, mas, o delegado Alfredo Dib, que cuida das investigações, não quis arriscar valores.

Perguntinha

A reforma de secretariado levará em conta a assiduidade dos titulares em reuniões?

Leandro Donatti e sucursais
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