INFORME FOLHA
Cheiro de pizza
As CPIs montadas na Assembléia Legislativa, para investigar ações do governo Jaime Lerner (PFL), trouxeram quase nada de novo, quando confrontado com o que o Ministério Público já apurou. Os deputados não têm preparo técnico nem tempo para avançar. A tendência é que os relatórios que estão sendo amarrados, neste recesso, frustem como o da CPI do Pedágio que, ao concluir suas atividades, sugeriu que governo e concessionárias costurassem acordo. Sem números, sem levantamento de quanto se lucrou neste últimos três anos nas praças e dados do gênero.
Exceção
Florisvaldo Fier (PT), o Dr. Rosinha, continua sendo exceção na classe política. Encaminhou nesta semana para a presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, um ofício abrindo mão do pagamento de jeton por conta da convocação extraordinária. Cada deputado vai receber agora em julho, em decorrência da convocação extra feita na quarta-feira pelo gverno federal, R$ 19,2 mil. Rosinha nunca recebeu jeton nos oito anos em que foi deputado estadual no Paraná.
Apagadinha
Vera Mussi, secretária de Estado da Cultura, anda meio apagadinha. Depois que a primeira-dama Maristela Requião assumiu o Museu Oscar Niemeyer (Mon), o museu passou a ser o centro das atenções.
Pedágio
O donos das concessionárias que exploram o pedágio no Paraná passam o final de semana limpando as gavetas. Na semana que vem, tem técnicos do Ministério dos Transportes no Paraná fazendo um pente-fino nos contratos, para entender melhor a confusão que está acontecendo no Paraná.
Trio
O ex-secretário de Comunicação de Curitiba Fabiano Braga Cortes assumiu a linha de frente da Beta Propaganda, agência de publicidade do jornalista Jamil Snége, que morreu recentemente de câncer. Fabianinho, como é mais conhecido, está sendo aconselhado por dois também ex-secretários de Comunicação Social, só que do governo do Estado: Fábio Campana e Davi Campos.
Apoio logístico
A empreitada de Fabianinho teria o apoio financeiro do publicitário Claudio Loureiro, da Heads Propaganda. Para quem não lembra, a Heads foi uma das agências de publicidade que prestavam serviços ao governo Lerner e que teve seu contrato cancelado pelo novo governo, por considerar altos os valores cobrados.
Estratégia
A idéia de continuar com a agência de Jamil Snége tem um objetivo: prestar serviços ao governo desvinculando-se ao máximo do passado.
Ponte
O líder do governo Requião na Assembléia Legislativa, Angelo Vanhoni (PT), é peça uma importante nesta rede. Vanhoni pode ajudar a fazer essa ponte. Ainda mais que a Heads já lhe emprestou mão-de-obra durante a campanha a prefeito nas eleições de 2000.
Curto circuito
Ao anunciar que não vai reajustar as tarifas de luz no Paraná, Requião, de uma certa forma, meio que desautorizou o presidente da Copel, ex-governador Paulo Pimentel. O índice reajuste de 25,27% foi sugerido pela Copel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Nova chance
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai dar uma chance aos prefeitos que herdaram pendências de administrações passadas. Os municípios paranaenses que, em exercícios anteriores, não aplicaram o percentual mínimo exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em educação e saúde poderão pleitear junto ao TCE a liberação da certidão que garante a transferência de recursos através de convênios, desde que apliquem, em exercícios subsequentes, a diferença que deixaram de investir.
Banco oficial
O TCE também liberou os prefeitos a usarem o Itaú como banco oficial. O Itaú comprou o Banestado em outubro de 2000. A Prefeitura de Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, fez consulta ao TCE questionando a legalidade. Os conselheiros basearam-se no próprio acordo de privatização do Banestado para tirar posição. De acordo com o que ficou firmado entre o Itaú e o governo Lerner, quando da privatização, todos os recursos oficiais ficam no Itaú até 2010. O atual governo tenta mudar isso.
Perguntinha
Luiz Fernando Delazari volta para a Secretaria de Estado da Segurança Pública?
Leandro Donatti e sucursais
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