Humor oscilante
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, estava bem humorado durante a exposição do Plano Plurianual do governo federal no prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Jardim Botânico, ontem em Curitiba. No final do discurso, ele brincou com o governador Roberto Requião (PMDB) dizendo que faltava em Brasília ‘‘o tempero baiano do ex-senador paranaense’’. O humor mudou segundos depois. Dulci ficou irritadíssimo após coletiva com os jornalistas. O secretário geral da Presidência não queria falar sobre pedágio e seus desdobramentos em Brasília na passagem pelo Paraná, o que seria natural e inerente pelo cargo que ocupa. ‘‘Não quero falar sobre isso. O governo federal tem posição e é pública’’, repetia nervoso à reportagem da Folha.

Saia-justa
Quem ficou constrangido no seminário em que se discutiu o Plano Plurianual foi o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), que teve o azar de discursar antes de Requião, seu adversário político. Além de enfrentar problemas com o microfone, Cassio teve que engolir em seco uma piadinha do governador. ‘‘Não era só o microfone do prefeito que estava fraco’’, ironizou Requião.

Mesmo ar
Cassio e Requião respiraram o mesmo ar por minutos. Ficaram sentados lado a lado na cerimônia do Plano Plurianual. O verniz era de civilidade.

Sem mandato
Decisão da juíza eleitoral Elisiane Minasse, de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, cassou o mandato da vereadora da cidade, Clarice Gulin (PMDB). A vereadora, que assumiu cadeira na Câmara em 2001, está inelegível por três anos. A ação contra a vereadora foi proposta pelo seu suplente, Romildo de Brito (PMDB), que deve assumir o cargo a menos que a decisão seja reformada em instâncias superiores. Segundo a ação, a vereadora falsificou documentos que comprovariam sua desfiliação do PTB, antes de se filiar ao PMDB.

Descompasso
Continua no portal da Prefeitura de Foz do Iguaçu o confete sobre as leis que obrigavam as administrações direta e indireta a publicarem a relação com os 50 e os 30 maiores pagamentos mensalmente no órgão oficial. Segundo o site, com as matérias o prefeito Sâmis da Silva (PMDB) reafirma ‘‘seu compromisso com a transparência administrativa e com a moralidade pública’’.

Há um mês
A divulgação do comentário no ícone ‘‘gabinete’’ do site seria normal caso o prefeito não tivesse revogado as leis municipais no último 27 de maio. Pesando bem, a manutenção da glosa não soa tão estranha ao lembrar que o próprio peemedebista havia sancionado as matérias em janeiro de 2001, agora por derrubadas ele.

Boa idéia
A Câmara dos Deputados aprovou projeto do deputado federal do Paraná, Ricardo Barros (PPB), que implanta a emissão anual de atestado de pena a cumprir para detentos de todas as penitenciárias do Brasil. O projeto, que agora segue para aprovação do Senado, pretende evitar que presos que já cumpriram pena e não sabem permaneçam detidos injustamente nos presídios.

Parceria
O governo não está gostando muito do que já vem sendo classificado pelo Palácio Iguaçu como corpo mole da montadora francesa Renault. Há cinco meses, o governo Requião fez uma oferta à montadora: antecipação dos créditos de ICMS, de direito dos franceses, em troca da renovação da frota de veículos oficial. Nenhuma resposta. O governo já começou uma nova negociação, com a Audi/Volkswagen.

Limpeza
Novas prisões envolvendo policiais no Paraná. A Promotoria de Investigação Criminal (PIC) e o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) prenderam ontem, na Delegacia de Almirante Tamandaré, na Grande Curitiba, três policiais civis acusados de extorsão. No último dia 11, teriam exigido R$ 5 mil para liberar o comerciante Adalberto Serrula dos Santos, preso em flagrante por estar com um veículo roubado. Após negociação, a vítima pagou aos policiais R$ 3,7 mil.

Breque
A Administração do Porto de Paranaguá e a Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) barrou a exportação de 13 vagões procedentes de Dourados, Mato Grosso do Sul, com 585 toneladas de soja com alto grau de impureza. A Claspar comprovou que a porcentagem de impurezas estava muito superior ao padrão, de até 1%, fixado para exportação.

Perguntinha
É impressão ou a intervenção foi do governo federal no pedágio do Paraná?

Leandro Donatti e sucursais
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