INFORME FOLHA
Pedágio
O relatório final da CPI do Pedágio, anunciado na noite de anteontem, irritou o Palácio Iguaçu pela subserviência aos interesses das concessionárias. Os deputados, inclusive aliados, se distanciaram do discurso do governador, que, desde a campanha eleitoral vem batendo pesado nas tarifas em vigor. A CPI, ao contrário, defendeu a manutenção do pedágio no Paraná. Ontem, a Casa Civil distribuiu nota afirmando que independente da conclusão da CPI, o governo pretende encampar e rever os contratos de concessão, se não houver uma negociação reduzindo as tarifas em pelo menos 30%. ''Está comprovado pelos usuários, transportadores e produtores do Paraná que o preço é alto. Todos protestam contra isso. É um clamor público'', declarou o secretário Caíto Quintana na nota.
Mesa redonda
O plenário da Assembléia virou mesa redonda de futebol. Barbosa Neto (PDT) repudiou gafe do árbitro paulista Rogério Ferreira Pires. Na partida de anteontem, o Londrina acabou prejudicado por que o zagueiro Vágner, do Joinville, fez um gol de mão e empatou a partida. O deputado não perdoou o juiz. Solicitou ''providências enérgicas'' à CBF e à Comissão Brasileira de Arbitragem.
Desmonte
As eleições do ano que vem estão forçando acomodações na Assembléia. O troca-troca de partidos já incluiu pelo menos nove deputados. Agora é a vez do desmonte do inexpressivo PSB. Reni Pereira, um dos dois filiados no partido, ameaça assinar ficha no PP ou no PPS. Ratinho Júnior está de olho no PPS, apesar de não ser bem-vindo por setores do partido.
Mudou de lado
A Câmara Municipal de Foz manteve a lei municipal que proíbe a exploração de caça-níqueis na cidade. O projeto de autoria de Altair Fernandes (PMDB), aprovado em primeira votação, foi derrubado em segunda análise por 11 votos a sete. O interessante nesse episódio foi a postura do vereador Valdemar Menezes (sem partido). Ele é autor da lei da proibição da jogatina sancionada em novembro de 2001 pelo prefeito de Foz, Sâmis da Silva (PMDB) , mas desta vez votou pela derrubada da matéria.
Carga pesada
O vereador Edson Mezomo (PPS) promete entregar nesta semana uma denúncia ao Ministério Público estadual pedindo investigação sobre o patrocínio dado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu ao seriado ''Carga Pesada'', da Rede Globo. Requerimento semelhante foi protocolado na Câmara Municipal, porém foi negado pela bancada governista.
Bolada
O parlamentar quer explicações sobre os R$ 230 mil quer teriam sido pagos a emissora para que as Cataratas do Iguaçu fossem divulgadas no programa global. Em sua denúncia, Mezomo reproduz informação da Folha de S.Paulo afirmando que valor daria para custear quatro episódios do seriado e não apenas uma cena.
Está fora
Quatro dias depois de ser convidado a se desligar do PPS, o deputado federal Fernando Giacobo comunicou seu afastamento do partido.
Choradeira
Heron Arzua fez elogio aos técnicos da Fazenda responsáveis pelo decreto de diferimento do ICMS no programa Bom Emprego, assinado ontem em Curitiba. Requião emendou: ''trabalho de excelente nível, mas o salário é baixo''. Arzua aproveitou a deixa e reclamou: ''baixo também é o salário de secretário de Estado: R$ 4,6 mil líquidos''.
Na pauta
A Comissão de Serviços Públicos da Câmara de Curitiba decidiu convidar os secretários Marisa Marés de Souza (Finanças), José Andreguetto (Recursos Humanos) e Fernão Accyolli (Governo) para falar sobre a proposta de reajuste dos servidores elaborada pela prefeitura. O convite era para ser enviado ontem. Jair Cézar (PTB), presidente da comissão, disse que espera realizar o encontro na próxima terça.
Guerra de números
Prefeitura e oposição travam uma batalha sobre o reajuste. Cassio Taniguchi (PFL) ofereceu 6,9% de aumento, em duas vezes. O vereador André Passos (PT) cita lei municipal que obriga a prefeitura a repor a inflação do período, 16,41%, segundo o Dieese.
Costura fina
Cassio passou o dia em Brasília articulando com líderes do PFL estratégia para as eleições do ano que vem.
Perguntinha
Como é que Hermas Brandão (PSDB) ficou sabendo três dias antes que as concessionárias do pedágio encaminhariam notificação judicial para a presidência da Assembléia, apelando para a fixação de um valor de indenização?
Leandro Donatti e sucursais
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