Revelação


Durante o lançamento do programa ''Mutirão pela Vida'', ontem pela manhã, no Palácio Iguaçu, o governador Roberto Requião (PMDB) fez revelações que chocaram os presentes e os deputados na Assembléia Legislativa. Ao falar sobre o programa, que visa diminuir os acidentes fatais, Requião soltou informações comprometedoras. O governador disse que o Detran, o departamento que cuida do trânsito no Estado, já serviu para fazer repasse de verbas a deputados. Requião disse que ouviu isso de um ex-diretor do Detran, que estaria bêbado ao lhe confidenciar o ''segredo''. ''É constrangedor a gente ouvir isso, mas é verdade. Sabemos que até outras estruturas do governo eram usadas como espaço para negociação. Não é novidade. Mas há deputados e deputados. Política também se faz com ética'', reagiu a deputada Elza Correa (PMDB), que participou do evento. José Maria Ferreira, que está de mudança do PDT para o PMDB, disse que a revelação ''pegou mal''. ''Quem quiser vestir a carapuça que vista. Eu nunca participei desse tipo de coisa'', declarou. Ferreira defendeu ainda a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em cima da questão, para não pairar dúvidas. ''Dinheiro público não é para comprar deputado.''


Indenização


A 4 Câmara Cível, do Tribunal de Justiça, confirmou ontem decisão judicial de primeira instância que manda a Tevê Educativa do Paraná pagar uma indenização por danos morais aos vereadores de Curitiba Geraldo Bobato, Jairo Marcelino, João Claudio Derosso e Mário Celso Cunha e aos ex-vereadores César Seleme e Geraldo Yamada.

Bolso cheio


Cada um vai embolsar R$ 48 mil (200 salários mínimos) por terem tido seus nomes e imagens divulgados numa fita vinculando-os ao que se denominou de ''máfia do transporte coletivo'' em Curitiba.


Greve 1


A audiência que os funcionários de hospitais particulares em greve teriam ontem na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) foi adiada para segunda-feira. Por enquanto, a paralisação continua, disse o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região Metropolitana (Sindesc), Natanael Marchini.


Greve 2


A Santa Casa, em Paranaguá, está trabalhando em caráter emergencial, com cerca de 30% do pessoal, pelos cálculos do sindicato. O Evangélico, em Curitiba, o outro hospital que está em greve, está com cerca de 10% do pessoal paralisado. Hoje à noite o comando de greve deve se reunir. Outros hospitais podem aderir, na avaliação de Marchini.


Marcação


O deputado Jocelito Canto (PTB) pegou no pé do secretário de Estado da Fazenda Heron Arzua. Além de questionar sobre o pedágio, Jocelito quis saber o porquê do Estado ter acabado com o curso de medicina na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e ter enviado recursos para a Unespar, em Bandeirantes. De acordo com ele, a justificativa do Estado é que não poderia dispor de R$ 2 milhões para a UEPG. O convênio com a Unespar foi de R$ 4,5 milhões. Arzua não soube responder. Disse apenas que não foi decisão sua e que apenas obedeceu ordens para liberar os recursos solicitados para a Unespar.


Sem-teto


As 57 famílias de sem-teto que ocuparam o prédio do antigo Banestado, no centro de Curitiba, estão negociando com o governo do Estado a instalação de água no local. O coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Anselmo Schwertner, já avisou que as famílias só deixarão o prédio quando for apresentado ao movimento um projeto de reforma urbana, dentro de um novo conceito de organização social, para dar às famílias, além de moradia, condições de educação e emprego.


Copel


Começa hoje, às 10 horas, no Plenarinho da Assembléia, as acareações solicitadas pela CPI da Copel. Estão convocados: o ex-secretário de Governo de Londrina Gino Azzolini Neto; o ex-secretário de Finanças Luiz César Guedes; e o ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan. Além de Ismael Mologni e Ferdinando Schauenburg.


Perguntinha


Foi impressão ou Athayde de Oliveira Neto, organizador do evento que matou três adolescentes em Curitiva, ao dar entrevistas para emissoras de rádio e tevê ontem pela manhã, achou que sairia ileso, sem prisão, depois de depoimento quase forçado?

Leandro Donatti e sucursais
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