Nova investida


Mais uma manobra jurídica para prorrogar o julgamento do caso Copel-Olvepar. O Tribunal de Justiça (TJ) já decidiu que não há prerrogativa de foro, apesar de haver um ex-secretário de Estado (Ingo Hubert) entre os acusados pelo Ministério Público de participar da compra irregular de créditos tributários da empresa falida Olvepar pela Copel. Mas o advogado de Hubert, José Cid Campêlo, entende que é necessário a avaliação de uma instância superior sobre a validade da prerrogativa de foro. Por conta disso, ele ajuizou medida cautelar, com pedido de liminar, junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que o caso Copel-Olvepar fique interrompido no TJ até que ocorra a avaliação na instância superior. Procedimento semelhante já foi adotado no mês passado. O advogado Antônio Acir Breda, que defende Luiz Sérgio da Silva, da empresa Rodosafra, também envolvida no processo, fez o mesmo pedido de Campêlo ao STJ, mas através de habeas corpus. A liminar foi negada, mas o mérito está pendente.


Oportunismo


No mesmo dia em que três deputados estaduais deixaram o PTB, para assinarem ficha em outras siglas, Carlos Simões apressou-se em reivindicar para si a liderança do partido na Assembléia. A bancada petebista caiu de seis para três parlamentares. Sobraram, além do próprio Simões, Ailton Araújo e Jocelito Canto. Ou seja, ser líder do PTB neste contexto não é nenhuma Brastemp.


Escudo


Denúncia grave e que requer averiguação séria. A CPI do Banestado acredita que a Copel, durante o governo anterior, fazia operações financeiras para beneficiar empreiteiros. A comissão levantou que Copel, cliente da DM, de propriedade da família Fantin, se dispunha a manter aplicações no Banestado, para cobrir a diferença de taxas de juros cobradas pelo banco da empreiteira, que pleiteava em 1998 uma renegociação de dívida.


Privilégios


''O que acontecia era que várias construtoras que tinham créditos junto à Copel emprestavam dinheiro do Banestado com taxas beneficiadas e em troca a própria Copel mantinha dinheiro aplicado no banco para que este não tivesse prejuízo'', alega o presidente da CPI, Neivo Beraldin. O deputado promete mais polêmica. Disse que vai propor ainda esta semana a quebra do sigilo bancário e fiscal de uma distribuídora de alimentos, suspeita de remeter dinheiro recebido da DM e de outras empreiteiras para o exterior.


Diligência


A CPI requisitou ao Ministério Público cópia do inquérito civil com os detalhes da renegociação da dívida de R$ 15 milhões da DM com o banco, em maio de 1998. Em setembro daquele ano, prossegue a nota da CPI distribuída ontem, a empresa recebeu depósito da Copel de R$ 15,3 milhões em dinheiro. No mesmo dia do depósito, a DM teria transferido R$ 5,8 milhões e, posteriormente, R$ 4,12 milhões para a conta da distribuidora de alimentos. A CPI suspeita que distribuidora foi ''laranja'' na operação.


Desconto


Os deputados da comissão querem saber ainda por que, na mesma época, a DM recebeu um abatimento de R$ 7,6 milhões da dívida em questão. A Folha tentou contato com a DM ontem e foi informada que a família Fantin não iria se manifestar sobre o caso.


Condição


O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) não deve autorizar o início das atividades da praça de pedágio da concessionária Caminhos do Paraná localizada na Lapa antes de um acordo sobre os preços da tarifa cobrados pela empresa em todo seu lote. De acordo com o diretor-geral do DER, Rogério Tizzot, o governo quer que o preço fixado para a praça da Lapa já esteja seguindo as normas do acordo que em breve deve ser feito com a Caminhos do Paraná, de um pedágio 30% mais barato.


Debate


Secretário da Administração, Reinhold Stephanes participa hoje do debate ''A Previdência e o Trabalhador'', na Escola Superior de Guerra, no Rio.


Linha cruzada


Antes de conhecer a decisão judicial que obrigou a reativação do curso de medicina da UEPG, o governo anunciava, pela manhã, que o prazo para os alunos se matricularem na UEL, UEM e Unioeste seria estendido até esta sexta. Isso porque uma outra decisão da Justiça havia permitido que os critérios de transferência fossem revistos, considerando a ordem de aprovação nos dois vestibulares: de verão e inverno. Os acadêmicos tinham sido, inclusive, convocados para reanálise das transferências hoje.


Perguntinha


Além dos puxa-sacos, alguém aguenta ouvir os políticos do Paraná no horário eleitoral?

Leandro Donatti e sucursais
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