Fora do ar


O governo federal não poderá mais veicular a propaganda que vinha exibindo na tevê sobre o projeto de reforma da previdência. A Justiça Federal do Paraná concedeu uma liminar proibindo a transmissão da inserção atendendo aos pedidos de três sindicatos que representam servidores federais, que alegavam que a propaganda tinha caráter político e não informativo ou educativo, como prevê a legislação. Caso o governo transmita a peça novamente, a liminar estipula que seja paga uma indenização de R$ 50 mil por veiculação. A concessão da liminar pelo juiz da 5 Vara Federal, Vicente de Paula Atahyde Júnior, entretanto, serve mais como uma vitória moral do que prática aos sindicatos. Sentindo a movimentação jurídica de outras entidades pelo País, o governo federal já havia decretado a suspensão da propaganda antes mesmo das ações serem julgadas. O deputado federal paranaense Luiz Carlos Hauly (PSDB), por exemplo, sequer teve o mérito de seu pedido de liminar analisado pela Justiça Federal em Brasília. ''O juiz consultou o governo, que disse que a inserção já havia sido cancelada. O pedido foi então arquivado porque teria perdido seu objeto'', explicou Hauly.


Racha


A disputa pela Prefeitura de Curitiba já causou racha interno no PMDB. Tem setores do partido que incluem o primeiro escalão do governo e o diretório municipal defendendo a pré-candidatura do deputado Angelo Vanhoni (PT) à Prefeitura de Curitiba para minar as pretensões do deputado federal Gustavo Fruet, do PMDB, de concorrer ao mesmo cargo, em 2004. O presidente do diretório de Curitiba, Doático dos Santos, defendeu abertamente o nome de Vanhoni.


Repercussão


Fruet não gostou nem um pouco. Disse que a posição de Doático é burra. A bancada estadual do PMDB discorda da posição de Doático, e solta nos próximos dias uma nota oficial reiterando a intenção do partido de lançar candidato próprio nos 399 municípios. O PMDB de Curitiba acredita que o filho de Maurício Fruet poderia abrir mão da disputa pela prefeitura e, como prêmio de consolação, sair candidato ao Senado em quatro anos.


Decisão mantida


A 8 Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, com sede em Porto Alegre, decidiu manter as condenações dos responsáveis pela administração da Dover Viagens e Turismo, empresa sediada no Rio de Janeiro, por evasão de divisas e sonegação fiscal. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), eles teriam, em maio de 1997, remetido para o Paraguai mais de R$ 78 mil através de uma conta CC-5 mantida por uma operadora de câmbio na agência do Banco Araucária de Foz do Iguaçu.


Recurso


Os empresários ajuizaram recurso contra a decisão na última semana. De acordo com a denúncia, os sócios da empresa transferiram o valor para uma conta bancária existente na agência do Banco Mercantil do Brasil de Cascavel, cuja titular era uma vendedora ambulante, usada como ''laranja''. O relator do recurso entendeu que a condenação deve ser mantida.


Reestruturação


A direção da Copel deve receber ainda este mês um levantamento interno detalhando todas as atividades, funções e processos de gestão adotados pela empresa e propostas para a nova estruturação administrativa interna da companhia. A pesquisa será avaliada com vistas à reverticalização determinada por Requião.


Memória


Na gestão Lerner, a empresa de energia foi dividida em 29 subsidiárias. O estudo envolveu mais de 300 empregados da Copel, que a partir do diagnóstico da situação atual propuseram alternativas para um novo modelo de gestão capaz de atender às premissas de reintegração da companhia. O processo de reestruturação da Copel foi iniciado em fevereiro.


Gasolina


As discussões em torno da federalização da UEL, proposta por Barbosa Neto (PDT), continua rendendo samba na Assembléia. Ontem, o deputado Augustinho Zucchi (PDT) disse que a federalização que não agaradou a reitora da UEL, Lygia Pupatto poderia melhorar o nível do ensino superior.


Mais uma


Nereu Moura (PMDB) pensa em propor, na próxima semana, a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar o ensino superior no Paraná. Um dos alvos é o curso de Medicina em Ponta Grossa, fechado pelo governador Roberto Requião (PMDB). No ano passado, CEI semelhante já funcionou na Casa.


Perguntinha


Tem alguém sentado em cima do processo Copel-Olvepar?

Leandro Donatti e sucursais
[email protected]

mockup