Em alta


O nome do promotor Luiz Fernando Delazari ganhou força ontem para o cargo de secretário de Estado da Segurança. Oficialmente, o governo promete divulgar o nome na próxima sexta-feira. Mas fontes da Folha sinalizavam que a decisão está tomada. Delazari nega convite. Colegas dele, entretanto, confirmaram a tendência do governo. Delazari participou das investigações que descobriram as operações envolvendo a compra pela Copel de créditos tributários indevidos da empresa falida Olvepar.


Tapete


Luiz Eduardo Cheida, secretário de Estado do Meio Ambiente, aproveitou ontem, nas entrevistas que deu a rádios de Londrina, para cutucar a Prefeitura de Curitiba, por conta do armazenamento inadequado de lixo na Capital. ''Não adianta nada tirar o lixo dos olhos da população e jogá-lo para debaixo do tapete'', declarou o secretário, que multou a prefeitura em R$ 15 milhões.


CC-5


Os procuradores da República Luiz Francisco Souza, Valquíria Nunes e Raquel Branquinho falam hoje à comissão de fiscalização do Senado, a pedido da senadora Ideli Salvatti (PT/SC). Em pauta, as investigações que estão sendo feitas em Nova York sobre lavagem de dinheiro via Banestado.


Dupla função


O pedido de abertura de uma comissão para investigar o acúmulo de função do secretário estadual de Turismo e vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Cláudio Rorato (PMDB), será votado hoje na Câmara Municipal. O vereador Edson Mezomo (PPS), autor da iniciativa, diz estar embasado num parecer técnico para investigar a suposta irregularidade.


Argumentos


O parecer prevê como punição para eventual ilegalidade denúncia de improbidade administrativa e até cassação. A assessoria de Rorato alega que ele não é obrigado a pedir licença do cargo municipal para assumir o estadual e afirma que o secretário abriu mão do salário de vice já em janeiro.


Escolhido


Nem José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, nem Rodrigo Rocha Loures, ambos de olho na Federação das Indústrias do Estado do Paraná. É o empresário curitibano Atilano de Oms Sobrinho quem vai compor o Conselho de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, a convite de Geraldo Alckmin (PSDB). Oms já está morando em Araraquara, interior paulista, a nova sede da Inepar.


Costura


A briga em torno da sucessão de Mario Celso Petraglia no Clube Atlético Paranaense ganha cor. Na última segunda-feira, jantaram Enio Fornéia Jr. e o jornalista Fábio Campana, que, além de habilidoso em articular, também torce para o rubro-negro. No menu, idéias de modernização e implantação de um modelo de gestão mais democrático no clube.


Nada feito


O deputado estadual Mauro Moraes (PSC) disse não ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). Cassio convidou Moraes a assumir cargo na prefeitura. O convite, se aceito, teria dupla função: atrair Moraes e o PSC para o grupo do prefeito, enfraquecido com a vitória de Requião, e acomodar na Assembléia o suplente Fábio Camargo, vereador e genro do conselheiro Rafael Iatauro.


De molho


A líder de Nedson Micheleti (PT) na Câmara de Londrina, Márcia Lopes (PT), não compareceu ontem à sessão. Ficou em repouso devido um acidente de carro próximo a Jataizinho, na noite de segunda-feira.


Na trave


O Tribunal de Justiça negou indenização à Inepar Indústria e Construções, em uma ação por danos morais e materiais movida contra o publicitário Waurides Brevilheri e sua agência, a Metrópole Propaganda. Na ação, a Inepar alegava que, apesar de ter pago ao publicitário R$ 323 mil por um contrato verbal para a criação de uma campanha publicitária, o serviço não teria sido prestado.


Implicação


Conforme Brevilheri, o ''negócio'' teria sido firmado para encobrir uma doação à campanha da então candidata ao Senado, Emília Belinati. Como Brevilheri também havia pedido indenização por danos morais pela cobrança do dobro do valor do contrato pela Inepar, o desembargador Luiz Cezar de Oliveira decidiu que nenhuma das partes deveria obter proveito financeiro, pois ambos teriam participado da manobra para beneficiar a campanha. A Inepar e o publicitário foram condenados ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios.


Perguntinha


A briga entre governo do Estado e Prefeitura de Curitiba vai durar muito tempo?

Leandro Donatti e sucursais
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