INFORME FOLHA
Perdão
O Consórcio Dominó se livrou de devolver cerca de R$ 9 milhões para a Sanepar por conta da excessiva carga tributária que recai sobre a estatal. O atual conselho de administração queria recuperar os dividendos adicionais pagos em 2002 aos acionistas. O conselho de administração anterior, presidido por Ingo Hubert, determinou que fossem pagos dividendos aos acionistas na proporção de duas vezes dos obrigatórios, o que gerou um gasto adicional para a Sanepar. A empresa poderia recuperar agora cerca de R$ 29 milhões, sendo que R$ 17 milhões seriam pagos pelo Estado, como acionista majoritário. Mas os cofres públicos não seriam prejudicados, porque como o Estado é credor da Sanepar, poderia compensar esse valor. A intenção então era fazer com que o grupo Dominó pagasse. Mas se a Sanepar recuperasse essas quantias, teria que recolher R$ 10 milhões em impostos. A operação foi então descartada e na assembléia geral ordinária da Sanepar de 29 de abril, o conselho de administração aprovou pagamento de R$ 66.831.456,40 referentes aos dividendos totais, que já foi realizado ao longo de 2002.
Explicado
Agora dá para entender um pouquinho mais por que tem tanto motorista de ônibus em Curitiba correndo acima do limite de velocidade e trancando a frente dos carros, oferecendo risco aos usuários do sistema. Os mesmos eram imunes até anteontem de multas de trânsito. Mesmo cometendo imprudências no volante, os pontos de suas carteiras permaneceram intactos durante anos.
Só um dia
Novo horário de expediente da Câmara de Boa Esperança, no noroeste do Estado, chama a atenção. O legislativo abre as portas às segundas, quartas, quintas e sextas-feiras somente das 8h às 11h30. Expediente integral, só uma vez por semana, às terça-feiras. Aos finais de semana, como ninguém é de ferro, é descanso geral.
CPI da Kombi
A Câmara de Vereadores de Juranda formou uma CPI para apurar uma estranha denúncia. A comissão quer saber por que o prefeito Militino Malacoski (PTB) usa uma Kombi do Conselho Tutelar como ambulância e, o mais curioso, por que o veículo é conduzido, ao invés de um motorista, por um pedreiro concursado da prefeitura.
Dois pesos...
Polêmica em Ubiratã, também no noroeste do Estado. A média do reajuste salarial concedido pela prefeitura ficou em 16,8%, mas para os salários mais altos o aumento de 5,43% foi inferior aos 15% dados ao prefeito Arnaldo Sucupira (PMDB), aos secretários municipais e aos nove vereadores. Na Câmara, aliás, proposta passou por cinco votos a dois.
Maldade
Duas para quem, por razões inexplicáveis, implica com deputado. Tem parlamentar preocupado com a reforma da Previdência. É que se o presidente Lula promover as mudanças que promete, ''inativos'' também passam a contribuir. Segue a outra. Alguém sabe por que os carros oficiais da Assembléia acumulam tantas multas? Porque os deputados do Paraná são ''rapidinhos''.
Seda
Na passagem por Curitiba, durante esta semana, o economista Delfim Neto elogiou Lula, quando o presidente declarou que não se pode distribuir o que não foi produzido. ''Lula transmitiu a noção clara do que eu acho: que só se pode dividir o que se produz.'' Apesar de comungar com o mesmo princípio, Delfim nega até hoje que tenha criado a célebre frase: ''primeiro é preciso fazer crescer o bolo da economia, para depois dividí-lo''.
Crítica
Delfim condenou ainda o ex-presidente Fernando Henrique, em cujo governo praticamente não houve produção, mas incentivo ao consumo de US$ 180 bilhões. ''Nós gastamos sem ter produzido, tomamos emprestado. Agora, temos que pagar.'' ''O credor é mesmo um canalha. Depois de algum tempo, ele tem a péssima mania de pedir de volta o que emprestou'', ironizou.
Alíquota menor
O setor da construção civil vai ganhar um empurrão para crescer e criar mais empregos: no dia 12, o governador Roberto Requião (PMDB) assina decreto que reduz de 12% para 7% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada na comercialização de produtos como areia, pedra brita e saibro. O pedido foi feito pelos deputados do PMDB Alexandre Khury (estadual) e Max Rosenmann (federal), que acham que a medida facilita principalmente a vida das pequenas empresas.
Perguntinha
Os donos de bingos não desistem de brigar com o governo?
Leandro Donatti e sucursais
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