INFORME FOLHA
Detalhes
A carta anônima que circula pela Assembléia Legislativa do Paraná, contendo acusações contra diretores da Casa e parlamentares, aborda os mais variados temas. Desde o misterioso incêndio do prédio antigo da Assembléia, que teve de ser reformado, onerando os cofres públicos, até insinuações de cobrança de propinas, licitações viciadas e desvio de recursos. O autor ou autora, que se diz da ''Comunidade cívica de acompanhamento e vigilância das atividades parlamentares'', pede a averiguação das denúncias pelo Ministério Público do Paraná, o afastamento e a responsabilização dos acusados. A carta, distribuída para os 54 deputados estaduais, diz ainda que, há pelo menos 25 anos, um mesmo grupo político mantém seus tentáculos sobre o Poder Legislativo estadual.
Confete
Durante a apresentação do Programa Bom Emprego em Londrina, projeto criado pelo governo do Estado para descentralizar a atividade industrial e garantir o desenvolvimento de cidades do Interior, não faltaram elogios a Roberto Requião (PMDB). Orlando Bonilha (PDT), o presidente da Câmara Municipal, foi o que mais se empenhou. Disse que o governador está ''cortando algumas tetas do governo para colocar o Paraná nos trilhos''.
Boas-vindas
Para alfinetar o presidente da CPI que investiga a quebra do Banestado, Neivo Beraldin (PDT), Nelson Justus (PFL), também integrante da comissão, teve de se derreter para a ex-diretora de Fiscalização do Banco Central (BC) Teresa Grossi, que prestou depoimento na Assembléia. Ontem, ao dar boas-vindas a Teresa, Justus não perdeu a chance de ressuscitar feridas e espinafrar Beraldin, por tabela.
Ferida
''Já vou avisando a senhora que a nossa CPI é séria e vai lhe respeitar. Não vamos fazer como a CPI do Narcotráfico que aqui esteve (em março de 2000) ouvindo depoimentos de marginais. Um deles inclusive acusando o deputado Neivo (Beraldin) de comprar drogas'', disse Justus em alto em bom som ao microfone.
Pivô
A cutucada de Justus tem explicação. O deputado está bravo com Beraldin desde a semana passada, quando o presidente da CPI anunciou pedidos de quebra de sigilo bancário de 11 empresas que operaram com o Banestado no passado. Justus achou precipitação dar os nomes das empresas sem antes discutir o assunto com os demais integrantes da comissão.
Depoimento
A próxima sessão da CPI do Banestado está marcada para quarta-feira, dia 23. Os deputados estão convocando o ex-procurador da República em Foz do Iguaçu Celso Antonio Três que denunciou em 1996 o esquema de lavagem de dinheiro pelo Banestado, através das chamadas contas CC5 (para não residentes no País).
Bronca
Outra bronca com Beraldin. O clima é de revolta nas bases do PDT. Ontem, 80 presidentes de diretórios municipais divulgaram um documento pedindo o afastamento do deputado da liderança da bancada na Assembléia. Segundo os pedetistas, Beraldin não ouviu a base antes de assumir a função, conforme prevê o estatuto do partido. Esta ala de pedetistas quer ainda que o deputado abrace o governo Requião. Detalhe: Beraldin é cria de Alvaro Dias, arquiinimigo de Requião.
Abacaxi
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, fala hoje com jornalistas sobre a situação de cerca de 18 mil professores e servidores públicos de instituições de ensino superior mantidas que aguardam a regulamentação de cargos há cerca de dez anos. O secretário promete equacionar a pendenga o quanto antes, para pôr fim à pressão do funcionalismo.
Lobby
Representantes do sindicato patronal e dos trabalhadores das indústrias de instalações elétricas no Paraná estiveram ontem em Brasília para uma reunião no Ministério das Comunicações. Eles reclamaram dos problemas causados pela quebra da empreiteira IECSA-GTA, que prestava serviços para a Brasil Telecom até março do ano passado. Eles querem que a Telepar Brasil Telecom seja considerada a responsável solidária da IECSA e quite as dívidas que ainda estão pendentes.
Perguntinha
Nesta queda-de-braço entre governo e donos de bingos, quem ganha?
Leandro Donatti e sucursais
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