INFORME FOLHA
Medo
A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) está preocupada com a segurança dos juízes no Estado. Depois do assassinato dos juízes Alexandre Martins de Castro Filho e Antonio José Machado Dias, no Espírito Santo e em São Paulo, respectivamente, o presidente da Amapar, Roberto Portugal Bacellar, decidiu reunir-se com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Oto Sponholz, para pedir proteção maior para os magistrados, especialmente os que julgam processos relativos ao crime organizado. A juíza de Rio Branco do Sul, Adriana Ayres, esteve presente na reunião. Adriana afirma que tem recebido várias ameaças de morte por conta dos processos contra quadrilhas da região. Sponholz comprometeu-se a aumentar a segurança dos fóruns e dar atenção especial às reivindicações da Amapar.
Os excluídos
Nenhum dos membros antecipados ontem, da nova executiva regional do PFL, pertence à chapa encabeçada pelo ex-ministro Alceni Guerra, derrotada na eleição para o diretório na última sexta. Alguns pefelistas entendem que seria diplomaticamente interessante dar espaço a Alceni, que acena com a possibilidade de deixar o partido. Por enquanto, os agrados só vieram através de palavras. ''Nós queremos o Alceni no partido. Ele ajudou a fundar a sigla, e tem o DNA do PFL'' afirmou Durval Amaral.
A executiva
O PFL anuncia ainda hoje, oficialmente, a executiva que irá gerenciar o partido nos próximos anos. Além de confirmar Abelardo Lupion na presidência, serão anunciados também o nome dos outros seis membros com direito a cargos. A lista é formada por Durval Amaral, Elio Rush, Plauto Miró, Cassio Taniguchi, Luciano Pizzatto e Gilberto Carvalho.
Banestado
A ex-diretora de fiscalização do Banco Central (BC) Teresa Grossi irá prestar depoimento na CPI do Banestado na Assembléia Legislativa no próximo dia 16. Os deputados querem saber, entre outras coisas, porque o BC não interveio antes no Banestado, sendo que em 1998 o banco já registrava um prejuízo de R$ 2,8 bilhões. Amanhã, a CPI ouve Domingos Murta Ramalho, presidente do banco de 1995 a 1997.
Providência
Fernando Ribas Carli (PP) encaminhou ofício à procuradora geral de Justiça, Maria Teresa Uille Gomes, apelando para que o Ministério Público fique de olho nas concessionárias de serviços públicos do Paraná, dentre as quais a Sanepar, Copel e a Brasil Telecom. O deputado estadual alega que a Lei Estadual 13.755, que veda a cobrança de tarifa mínima pelas concessionárias sem a correspondente prestação de serviços objetivamente medidos, está sendo descumprida.
Um a zero
Observação de um frequentador da Boca Maldita, centro da fofoca política em Curitiba: ''o ministro (Antonio) Palocci Filho, da Fazenda, faz com competência o que (Pedro) Malan fazia com incompetência. Assumiu o ministério, não inventou nenhum plano econômico, e o dólar e o risco-país estão em declínio. Por enquanto, comparando-se com o governo FHC, um a zero para Lula''.
Exército
Marco Iten, um jornalista especializado em marketing político, já fez os cálculos. A campanha eleitoral do ano que vem, que vai eleger novos prefeitos e vereadores em 5.575 cidades, deve empregar mais de 25 mil profissionais da área de comunicação, entre jornalistas, publicitários e relações públicas em todo o Brasil. Marco Iten estima ainda que 450 mil candidatos vão disputar os votos dos eleitores.
Dever
Edson Praczyk (PL) não quer se aborrecer com a história das multas em carros oficiais, de propriedade da Assembléia e de uso dos deputados. Distribuiu nota para os jornais dizendo que os veículos utilizados por seus assessores não acumulam multas a serem pagas. Nada mais que seu dever.
Assédio moral
Assédio moral, ou seja, repressão no serviço público, vai continua sem respaldo legal para punição em Curitiba. A bancada que empresta apoio ao prefeito Cassio Taniguchi (PFL) manteve seu veto ao projeto de lei que estipulava penalidades à prática, tanto na administração municipal direta como na indireta. O projeto, do hoje deputado estadual Tadeu Veneri (PT), previa sanções administrativas aos autores do assédio.
Perguntinha
Alceni Guerra assina ficha no PMDB, assim como foi com Reinhold Stephanes?
Leandro Donatti e sucursais
[email protected]





