A exclusão de Elza


Mais que as eleições municipais em Londrina, marcadas para o ano que vem, a destituição, na última hora, da deputada estadual Elza Correia (PMDB), do cargo de presidenta da CPI Copel-Sercomtel, cheira à armação política. Rigorosa e tida como uma das vereadoras mais linhas duras em Londrina, a deputada iria a fundo nas investigações envolvendo a compra de ações da Sercomtel pela Copel. Não que Marcos Isfer (PPS), o presidente designado, não tem disposição de fazer. É que Elza reservaria, com certeza, um tempo especial para entender melhor um mistério que a população do Paraná até hoje não entendeu: por que os deputados da base governista de Jaime Lerner (PFL) criaram em 1998 uma CPI para apurar a transação e em menos de 24 horas mudaram de idéia, retirando as assinaturas e esquecendo o assunto? Que reais motivos impulsionaram a manobra? Elza e o Paraná querem saber. A responsabilidade está nas mãos de Marcos Isfer.


Alerta


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) avisa aos prefeitos do Paraná que os mesmos não podem transformar o ICMS ecológico em dinheiro e repassá-lo a proprietários de reservas particulares de preservação para a manutenção das mesmas. O repasse é proibido pela legislação em vigor. Cabe ao município promover projetos e programas que atendam as finalidades sociais e particulares na proteção e manutenção das áreas protegidas.


Mau humor


O balanço patrimonial do Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep) de 2002, divulgado ontem, não agradou o atual liquidante da instituição, Pedro Henrique Xavier. O balanço é da gestão passada, quando o liquidante era Wilmar Machiaveli, que assinou um contrato para o pagamento de R$ 58,9 milhões ao fundo de pensão do Badep, o Parse. A atual administração não concorda com o contrato e suspendeu o pagamento. Mesmo assim, o balanço deve ser aprovado na próxima assembléia geral ordinária do Badep, que deve ser realizada no final de abril. Detalhe: será aprovada ''com ressalvas''. O passivo a descoberto do Badep fechou o ano em R$ 557,6 milhões.


Primeiro ato


Apesar de estarem trabalhando normalmente desde o início do ano, 28 bailarinos do Balé do Teatro Guaíra ainda não receberam salários este ano. Eles não integram o corpo efetivo do balé. Trabalhavam por contrato no governo anterior. O contrato venceu em dezembro e até agora não foi renovado.


Segundo ato


A presidente da Fundação, Nitis Jacon, disse ontem que o impasse está na forma de recontratá-los. ''Estamos buscando uma maneira que dê segurança tanto aos bailarinos como ao governo'', explicou. Segundo ela, a intenção é encontrar uma maneira de contratação que garanta aos bailarinos o trabalho durante os quatro anos do governo Requião. Nitis garantiu ainda que os bailarinos vão receber os salários atrasados.


Ária numero 1


A crise, no entanto, não se limita ao balé. Cerca de 20 músicos da Orquestra Sinfônica também tiveram seus contratos encerrados em dezembro. Mas eles, segundo Nitis, não trabalharam nos primeiros meses do ano. ''A Orquestra tem um recesso anual e nós avisamos estes músicos que eles não deveriam se reapresentar no início de março, até que consigamos encontrar uma solução.''


Ária número 2


Nitis espera encontrar uma solução para o impasse no máximo até o final de abril. A primeira apresentação do BTG está sendo agendada para o dia 1 de abril, na inauguração do Teatro de Paranavaí. Porém, a princípio ela contaria somente com 12 bailarinos, que são os que compõe o corpo efetivo. ''Estamos estudando uma maneira de incluir os demais nessa apresentação.''


Mexidas


Requião promete enviar ainda nesta semana à Assembléia mensagem alterando o estatuto do Conselho de Segurança Pública. A idéia é mudar a composição, incluindo a participação do Ministério Público e de representantes da sociedade civil no conselho. Por ora, o Poder Legislativo recebeu apenas uma mensagem alterando a composição da Paranacidade, criando mais uma diretoria.


Levantamento


A Secretaria de Planejamento de Londrina já tem os números do que o município arrecadou de tributos federais em 2002. Segue a lista com os respectivos valores: IPI - R$ 76,9 milhões; IR - R$ 96,9 milhões; IRPF - R$ 18,1 milhões; IRPJ - R$ 35,1 milhões; IRRF - R$ 43,6 milhões; PIS-PASEP - R$ 26 milhões; ITR - R$ 2,1 milhões; Cofins - R$ 118,2 milhões; IOF - R$ 286,6 mil; Contribuição Social - R$ 21,7 milhões; Imposto sobre Importação - R$ 33,4 milhões; Imposto sobre Exportação - R$ 21,2 mil; Outras Receitas - R$ 1,1 milhão. Total: R$ 381,9 milhões. Os números farão parte do banco de dados do Perfil de Londrina 2003.


Caça às bruxas


O PPS dissolveu a comissão executiva provisória de Cambé (13 km a oeste de Londrina). Nova comissão será designada nos próximos dias para comandar o partido no município. Motivo: infidelidade partidária.


Perguntinha


Scalco assume quando o PSDB?

Leandro Donatti e sucursais
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