Fome Zero


10 de abril. Esta é a data provável para o lançamento do Fome Zero no Paraná. A informação foi dada pelo governador Roberto Requião (PMDB) durante o lançamento do programa no estado vizinho, Santa Catarina, no final de semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do lançamento, em Joinville. O programa paranaense deve ter um braço de apoio ao produtor de leite. E é por causa disso que Requião não pretende lançar o programa antes desta data. ''Se lançarmos antes não teremos condições de integrar essa assistência ao programa'', justificou. Questionado por jornalistas caterinenses se o Paraná tem condições de ajudar outros estados no combate à fome, Requião relembrou que o Paraná é o estado do Sul que tem o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por isso, acredita que se fizer um bom trabalho por aqui já terá colaborado suficientemente com o programa petista.


Exposição


Além do lançamento do Fome Zero, a visita a Joinville tinha o objetivo de comemorar o 3º aniversário da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. E parece que o clima cultural animou os participantes. Requião contou aos jornalistas que está tentando trazer ao Museu Oscar Niemayer a exposição ''Cavaleiros de Xian e a Arte Milenar Chinesa'', que tem como destaque os soldados e os cavalos em terracota, em tamanho natural, que pertencem ao Museu Imperial de Pequim.


Recurso


O advogado José Cid Campêlo entrou ontem, no Tribunal de Justiça, com recurso contra a indisponibilidade de bens do ex-presidente da Copel e ex-secretário de Estado da Fazenda Ingo Hubert, que está valendo há uma semana. A indisponibilidade foi decretada pela juíza da 3 Vara da Fazenda de Curitiba, Elizabeth Nogueira Calmon de Passos, em caráter liminar, a todos os oito acusados de envolvimento no caso Copel-Olvepar e também à empresa Rodosafra.


Adiamento


O Conselho de Administração e o Conselho Fiscal da Sanepar, constituído na semana passada, transferiu para amanhã, dia 19, a conclusão da análise das contas da empresa. Ontem, os conselheiros se reuniram para analisar o balanço do ano passado e a contabilidade da empresa. Os conselheiros decidiram prorrogar a reunião por 24 horas, para que a contabilidade da empresa tenha tempo de providenciar as informações adicionais.


Detalhes


De acordo com o presidente do Conselho de Administração, Pedro Henrique Xavier, o conselho recém-constituído é atuante e, para a aprovação das contas, pediu diversos detalhes sobre os critérios utilizados no balanço. Entre os dados extras, o conselho quer saber mais sobre os critérios de distribuição no programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). E também como foram feitos os provisionamentos para tais pagamentos.


Sem suspeitas


Xavier afirmou que não cabe nenhuma suspeição. Ele só ressalta que os conselhos, tanto o de Administração quanto o Fiscal, defendem o rigor.


Denúncia grave


A juíza Adriana Ayres, da comarca de Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, pôs a boca no trombone. Disse que vem recebendo constantes ameaças de morte pelos integrantes do crime organizado da região, mesmo tendo proteção policial e circulando com carro blindado. Sem citar nomes, juíza sugeriu que, ao manter um funcionário ligado ao crime organizado, o Poder Judiciário contribui para a violência na comarca.


Pedidos negados


As declarações da juíza foram dadas durante reunião do Fórum Permanente de Debates, em Curitiba. Adriana Ayres contou que descobriu três processos na casa de Bento Chimelli, que está foragido, com prisão preventiva decretada. A papelada, segundo ela, estava na residência de Chimelli desde 1989 e outros 40 processos sumiram ''pelo caminho''. Diz ter pedido ao Judiciário um juiz auxiliar e não foi atendida. Solicitado ainda licença para residir fora da comarca, mas sem êxito.


Projeto político


Ao convidar o senador Osmar Dias (PDT) para se filiar no PSDB, o comando estadual tucano deixa claro o seu interesse em recuperar-se da derrota eleitoral de outubro passado, quando bancou a campanha de Beto Richa ao governo do Paraná. A idéia dos tucanos é ter um nome com densidade política para enfrentar, em 2006, uma provável campanha pela reeleição de Roberto Requião (PMDB) e o irmão de Alvaro Dias (PDT) preenche os requisitos. É o menos desgastados pelo menos por enquanto dentre as figurinhas carimbadas da política local.


Força do nome


Na disputa passada, os tucanos ainda apostavam na força do nome da família Richa, o que não reverteu em votos. A votação de Beto ficou aquém do que estimaram. Naufragou com a adesão do ex-governador Jaime Lerner (PFL). Agora, para os tucanos, o momento é de reconstrução e projeto.


Perguntinha


É desta vez que Osmar se livra de Alvaro?

Leandro Donatti e sucursais
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