Efeito cascata


Os vereadores da Câmara de Curitiba estão ganhando mais. No contracheque deste mês, o salário que era de R$ 3,3 mil passa a ser de R$ 5,1 mil brutos. O incremento salarial vem na esteira do aumento aprovado pelo Congresso, que já elevou também o salário dos deputados estaduais de R$ 6 mil para R$ 9,5 mil brutos. O aumento do salário dos 35 vereadores foi divulgado pela assessoria do líder do PT, vereador Adenival Gomes, que reclamou da falta de publicidade do ato. O presidente João Cláudio Derosso (PSDB) deu uma de ''joão-sem-braço'' e disse ontem que não estava sabendo do reajuste. Derosso disse ainda que precisa verificar se o aumento passou pelo plenário. No caso da Assembléia, foi automático. Já no Congresso, foi em ritmo de final de ano. Na semana do Natal, os deputados em Brasília presentearam-se com um salário mensal bruto de R$ 12,7 mil. Antes recebiam R$ 8,2 mil.


Pânico geral


Integrantes do primeiro escalão do governo anterior ficaram apavorados ontem assim que souberam que a polícia estava efetuando a prisão dos envolvidos no escândalo da comercialização irregular de créditos tributários da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Como as investigações do Ministério Público foram mantidas em absoluto sigilo, o pânico foi geral. Afinal, nunca se sabe.


Não fugiu


O advogado de Ingo Hubert, José Cid Campêlo pai, passou o final da tarde e início da noite de ontem preparando o pedido de defesa de seu cliente. A intenção era de apresentar o recurso ontem à noite ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Segundo informações do escritório de Campêlo, Hubert está em Curitiba e não vai fugir para a Alemanha, como chegou a suspeitar o Ministério Público.


Paolicchi 2


Há três anos era Luiz Antônio Paolicchi, ex-secretário de Fazenda de Jairo Gianoto, quem se complicava com a polícia. Hoje é Hubert, o ex-secretário de Fazenda de Jaime Lerner.


Da prefeitura


É com o Cassio Taniguchi (PFL). Como foi a Prefeitura de Curitiba que confeccionou e instalou a grade em volta do Tribunal de Justiça, é a prefeitura que vai ter que tirá-la se for o caso. O custo do material, entretanto, foi bancado pelo tribunal. Os desembargadores decidem amanhã se derrubam ou não as grades, a exemplo do que fez o governo Requião em torno do Palácio Iguaçu.


Fé, muita fé


A Assembléia escolheu novo corregedor. É Luiz Accorsi (PTB). Dúvida que paira: esta gestão será mais frutífera que a anterior, de Caíto Quintana (PMDB)? As denúncias de compra de votos da base lernerista, na época da tentativa de vender a Copel, em 2001, por exemplo, até hoje estão na gaveta.


Pente-fino


Durante a revisão dos contratos de locação de imóveis, um fato chamou a atenção da comissão que avalia as terceirizações feitas pela Secretaria de Estado da Segurança. Trata-se do aluguel de um barracão onde funcionava uma fábrica de bicicletas, que hoje abriga bens apreendidos de desmanches. O governo Lerner assumiu o papel do Poder Judiciário e passou a pagar pelo uso do imóvel, R$ 25 mil por mês.


Detalhes


O contrato foi fechado em caráter emergencial, sem licitação e estava em vigor desde agosto de 2001, quando o governo começou centralizar em um mesmo lugar todas as apreensões. O imóvel é de propriedade de uma empresa uruguaia, a Yilda Sociedad Anonima, e os valores do aluguel R$ 300 mil ao todo foram depositados na conta pessoal do presidente da empresa, Wilson Cunha Rodrigues.


Seleção


A Secretaria da Educação já começou a contratar, em regime de emergência, os professores classificados no processo seletivo simplificado. Os núcleos regionais de Educação iniciaram a convocação dos docentes classificados para que, até o final da semana, apresentem-se e façam a escolha dos estabelecimentos de ensino.


Demissão coletiva


Clima tenso na CBN em Curitiba. O jornalista e âncora José Wille cansou do estilo administrativo do ex-Inepar Eudes Moraes, o manda-chuva da emissora, e pediu demissão. Michele Tomé, Gladimir Nascimento e repórteres também solicitaram afastamento em solidariedade a Wille.


Peça-chave


A Polícia Civil está com uma lista das ligações feitas pelo presidente da Câmara de Foz, Adilson Rabelo (PSB). A lista é fundamental para ajudar a identificar os autores da tentativa de homicídio.


Recusa


Doze dos 21 vereadores não assinaram o pedido de intervenção da Polícia Federal na apuração do atentado contra o presidente da Câmara de Foz. O ofício encaminhado ao Ministério da Justiça foi recusado pela maioria da bancada governista, que discordou da suspeita de ''fundo político'' para o crime. Na dúvida, o Ministério Público do Estado acompanha toda a investigação.


Ameaça


O PT estadual emitiu nota expressando indignação quanto ao fato e relatou que o vereador petista Dilto Vitorassi, ex-presidente da Câmara Municipal, está sofrendo ameaças. Quinze minutos depois do atentado, uma pessoa ligou para o Legislativo dizendo que Vitorassi seria a ''próxima vítima''.


Na trave


O Tribunal de Justiça negou recurso ao ex-secretário Gino Azzolini Neto contra decisão que decretou a indisponibilidade de seus bens. De acordo com parecer do tribunal, existem fortes indícios da participação de Azzolini em processos licitatórios tidos como irregulares na ação movida pelo Ministério Público contra o ex-prefeito Antonio Belinati e outros na 6 Vara Cível de Londrina.


Perguntinha


Ingo Hubert foge até quando?


Leandro Donatti e sucursais
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