Badep
Como se não bastasse a dívida trabalhista de R$ 58 milhões com o Instituto de Seguridade Social do Badep (Parse), o liquidante do extinto Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep), Pedro Henrique Xavier, está diante de um novo problema. O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem, durante uma visita ao Poder Judiciário, que sua equipe descobriu operação no mínimo suspeita do Banestado, envolvendo títulos do antigo Badep. Requião disse que o Banco Itaú, que comprou o Banestado em 2000, vendeu para a Goldmann & Sachs créditos do antigo Badep. A Goldmann & Sachs, segundo o governador, está cobrando os créditos do Badep através de duas empresas, a Rio Araguaia e a Rio Paraná. Esses créditos, no entendimento de Requião, não poderiam ter sido alienados ao banco porque estavam em carteira, portanto eram de propriedade do Estado. O governador afirmou ainda que os créditos foram vendidos por valores abaixo dos praticados. Já a dívida resultante da operação está sendo cobrada segundo valores de mercado. ‘‘Foi simulada uma venda por 2,7% do valor de face, e agora, estão executando todo mundo pelo valor de face da dívida. Esses créditos não são deles’’, declarou.

Vespeiro

O novo presidente do Tribunal de Justiça, Oto Sponholz, está pondo a mão num vespeiro de interesses. Pedir para reanalisar o anteprojeto do Poder Judiciário, que mexe com o Código de Divisão e Organização Judiciárias, tirando-o da esfera do Legislativo, é o mesmo que comprar briga com os deputados. Principalmente com os donos de cartórios que já estavam com um plano todo traçado.

Homenagem
O governo do Estado baixou ontem um decreto que altera o nome do NovoMuseu para Museu Oscar Niemeyer. A idéia é reverenciar que o arquiteto que transformou o seu antigo projeto – uma escola normal – num pomposo museu.
Ordem
O chefe da Receita Estadual, Luís Carlos Vieira, reuniu recentemente fiscais e representantes do Ministério Público para estabelecer nova diretriz: sonegadores no Paraná, a partir de agora, não têm vez.

Pente-fino

Grande empresário, ex-doleiro de Londrina, também indiciado pela CPI do Narcotráfico, terá de explicar em breve à Receita Estadual e Ministério Público benefícios recebidos por sua empresa no governo anterior.

Água fria
A proposta do deputado eleito, Tadeu Veneri (PT), de convencer a bancada de seu partido a apresentar na Assembléia Legislativa requerimento pedindo a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para analisar a suspeita de fraude na compra de créditos tributários e no pagamento de dívidas ao governo estadual que a Companhia Paranaense de Energia (Copel), tem tudo para morrer na casca. Requião, que tem o controle da maioria dos parlamentares, inclusive os do PT, disse que não vê a necessidade de comissões para investigar irregularidades na Copel e na Sanepar, a companhia de saneamento. Na sua avaliação, as investigações em curso estão avançadas.
Mais uma
Não faltava mais nada. A Polícia Civil investiga o possível envolvimento de um funcionário da Copel em um esquema de furto de fios de cobre e alumínio de fios de luz. O funcionário-ladrão facilitaria a atuação de colegas dessa área. Ontem, a Delegacia de Furtos e Roubos apreendeu uma grande quantidade de fios na região de Curitiba. Um caminhão com 5 toneladas foi apreendido. Também foi estourado um barracão onde foram encontrados cerca de 800 quilos do material, normalmente revendido para fábricas que utilizam alumínio.
Falta pouco
A novela das nomeações, no segundo e terceiro escalões do governo, parece estar no fim. Segundo a assessoria da Chefia da Casa Civil, pasta encarregada das nomeações, falta preencher poucos cargos em núcleos regionais (basicamente vagas de técnicos). O restante estaria praticamente definido, apesar de ainda não divulgado oficialmente pelo governo.
Negado
A 4ªCâmara Cível, do Tribunal de Justiça, negou pedido de indenização do deputado federal Luiz Carlos Jorge Hauly (PSDB), que acusa o também deputado Paulo Bernardo (PT) de o ter ofendido na campanha eleitoral de 1996 para a Prefeitura de Londrina. Hauly já tinha uma decisão desfavorável em primeiro grau, na 3ªVara Cível de Londrina.
Memória
Bernardo afirmou, durante o horário eleitoral, que Hauly era um deputado ‘‘nota zero’’ segundo a avaliação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O relator do processo no TJ, Octávio Valeixo, não perdeu a chance de fazer um trocadilho. Disse em seu parecer que quem opta pelo exercício da função pública está sujeito ao tipo de avaliação de Bernardo, própria dos regimes democráticos. ‘‘Se fosse levantamento de atuação em assuntos de interesse do governo ele (Hauly) poderia ter tirado nota 10!’’
Não processado
A família do historiador David Carneiro ficou chateada. Não recebeu convite para o evento de final de semana em comemoração a mais um aniversário do Cerco da Lapa. A estranheza é porque o acervo do museu que leva o nome do historiador, referente ao cerco, um dos fatos políticos mais importantes do Paraná, foi cedido pela família à prefeitura.
Perguntinha
As operações ilegais de ICMS, envolvendo a Copel, têm implicações políticas?

Leandro Donatti e sucursais
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