Corda bamba


O clima está fervendo na Polícia Civil do Paraná e todas as mudanças estão sendo avalizadas pelo governador Roberto Requião (PMDB). Francisco José Batista da Costa, delegado da Divisão de Infra-Estrutura, caiu depois de ter tentado impor a nomeação de um comissionado junto ao delegado geral da Polícia Civil, Adauto de Oliveira. No lugar de Batista da Costa, assume a delegada Ludovina Benetor. Incêndio também na Divisão da Polícia Especializada, comandada por Newton Rocha, cujo afastamento era dado como certo ontem bem como a nomeação do corregedor auxiliar Wilson Jacob para seu lugar. Rocha, indicação de Adauto para o cargo, teria trombado com o delegado geral. Primeiro, Rocha tentou garantir-se como delegado geral adjunto, o que foi vetado pelo Palácio Iguaçu. Depois tentou lançar sua mulher, Charis Negrão, para o cobiçado cargo, mas a estratégia também naufragou e Charis assumiu como diretora da Escola Superior de Polícia. O estopim da crise entre Rocha e Adauto foi uma autorização concedida por Rocha em favor do presidente da Adepol, a associação dos delegados de polícia, Fauze Salmen, arquiinimigo de Adauto. Salmen, que foi transferido para o plantão da Central de Polícia como retaliação pelo tratamento que dispensou a Requião durante a campanha eleitoral de 2002, conseguiu a autorização de Rocha para tirar férias em fevereiro, o que lhe dá tempo hábil para entrar na Justiça e reverter o rebaixamento.


Reboco


Não são só nas obras inacabadas deixadas pelo ex-governador Jaime Lerner (PFL) que o governo Requião pretende mexer. Integrantes do primeiro escalão têm dito que o Palácio Iguaçu bem que precisa de umas reforminhas, como pintura em algumas paredes. ''O prédio não foi muito bem cuidado'', reclama um assessor de peso. Sem falar que vários gabinetes estão loteados por divisórias, o que não é considerado muito estético pelos atuais detentores do poder.


Provocação


Ex-aliado de Requião, Joni Varisco foi a cartório para registrar uma provocação contra seu desafeto. Reminiscência ainda da morte do líder sem terra Bento Diniz da Silva, o Teixeirinha, em 1993, quando Requião também era governador. Varisco, que acusa Requião de ser o mandante da desastrosa ação policial, sugere na correspondência, endereçada ao governador, que a Polícia Federal assuma as investigações em torno do assassinato e não mais a Polícia Civil do Paraná.


Pôr-do-sol


A eleição da nova mesa da Assembléia vai ser numa sessão noturna. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), acatou o pedido do deputado estadual eleito e adventista Artagão de Mattos Leão Jr., filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Artagão de Mattos Leão. Vale tudo para garantir um votinho.


Caça às bruxas


O PFL já sabe que só fazendo uma faxina em seus quadros para retornar ao poder. O partido decidiu anteontem que vai intervir, em março, nos diretórios municipais que não seguiram a orientação da direção estadual nas eleições de 2002. Para quem não lembra, o PFL não lançou candidato ao governo e, em tese, deveria Beto Richa (PSDB) na briga pelo governo.


Articulação


Faz sentido a tese de que Lerner pode ser o próximo candidato a prefeito de Curitiba. O ex-governador se elegeria com tranquilidade, haja vista o residual de votos que tem na capital. No poder, Lerner ajudaria a consolidar candidatura de Cassio Taniguchi (PFL) para o governo.


Acomodação


O líder do PT na Câmara de Curitiba, Adenival Gomes, acusa Cassio Taniguchi de afastar injustamente servidores municipais para acomodar aliados que serviram Lerner. Marinês Strapasson apesar do sobrenome, não tem nenhum parentesco com o secretário de Assuntos da Região Metropolitana, Edson Strapasson seria uma das vítimas.


Dispensa


No último dia 9, a funcionária, que exercia o cargo de assistente administrativa, foi colocada à disposição, sendo orientada a procurar acomodação em outro setor da prefeitura. Na mesma semana, Marinês descobriu que sua função já havia sido preenchida por uma colega proveniente do governo estadual.


Repique


A assessoria de Cassio Taniguchi negou ontem que o afastamento de Marinês tenha motivação política. De acordo com a prefeitura, as razões para ter sido colocada em disponibilidade não podem ser reveladas. A servidora municipal continua recebendo normalmente durante o período em que estiver em busca de nova função.


Tide


O Tide, gratificação paga aos servidores públicos que trabalham integralmente para o Estado, não aumenta automaticamente em 100% os salários como pode ter parecido na nota publicada ontem pelo Informe. Na verdade, o Tide varia conforme o salário de cada categoria. No caso dos policiais civis, por exemplo, chega a aumentar em 120% o salário-base, nas funções cujos vencimentos são menores. Em outros casos, pode acrescer em 40% o salário-base.


Braço


A Avina, fundação que firma parcerias com sociedade civil e empresariado, abriu escritório em Curitiba. A ONG tem investimento acumulado de US$ 219,5 milhões em atividades desde 1997. Em 2001, os fundos da Avina alcançaram US$ 43,9 milhões para projetos que totaliazaram US$ 82,5 milhões, sendo US$ 38,6 milhões provenientes de outras fontes.


Perguntinha


Curitiba aguenta Lerner de novo?


Leandro Donatti e sucursais
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