INFORME FOLHA
Bomba
Foi alarme falso, mas o boato gerou nervosismo ontem na sede da Companhia Paranaense de Energia (Copel), no bairro Batel, em Curitiba. Uma suspeita de bomba em frente ao prédio da estatal levou o esquadrão antibombas do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar a interditar a rua, abrir o carro com explosivos e fazer vistoria minuciosa no veículo Passat bege, bastante velho, estacionado em frente à sede da empresa, na Rua Coronel Dulcídio. O automóvel levantou suspeitas porque seu condutor, segundo a PM, fez várias peguntas ao porteiro da Copel sobre a cerimônia de posse da nova diretoria da empresa, que aconteceu ontem, em outra unidade da estatal. A PM informou que também recebeu denúncia sobre a possível presença de ''artefato explosivo'' dentro do carro. O Passat estaria com os impostos atrasados há três anos, e não teria sido transferido para seu atual proprietário. No final da tarde, a corporação divulgou nota à imprensa informando que nenhum material explosivo foi encontrado no veículo. O carro ficou parado porque estaria com falta de combustível.
Desafio
O novo líder governista na Assembléia Legislativa, deputado Angelo Vanhoni (PT), tem bastante trabalho pela frente. O petista terá que aglutinar uma base de apoio ao governo com cerca de 38 dos 54 deputados, número almejado pelo PMDB. Por enquanto, são 31. Os parlamentares mais experientes avisam: o mais difícil não é formar a base, é mantê-la. O ex-governador Jaime Lerner (PFL), por exemplo, que nos áureos tempos tinha o respaldo de 40 deputados, acabou seus oito anos de mandato com 28 ou 30 apoiadores. E esse número minguava ainda mais dependendo do assunto em votação.
Protocolo
Apesar do rigor típico das solenidades militares, o governador Roberto Requião (PMDB) quebrou o protocolo ontem, na posse do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Nicolau, e do chefe do Estado Maior, coronel David Antônio Pancotti. Tradicionalmente, quem faz a troca de cargo e coloca a platina do Comando Geral no novo comandante é o militar que está deixando o cargo. Mas Requião tomou a frente do coronel Gilberto Foltran, que foi para a reserva, e colocou ele mesmo a platina no coronel Nicolau.
Inédito
Alguns presentes afirmaram que foi a primeira vez que um comandante-geral não passa a platina diretamente ao novo indicado. E interpretaram o gesto como uma forma de o governador deixar claro seu poder, já que a direção da PM teria mostrado simpatia pelas candidaturas de Beto Richa (PSDB) e Alvaro Dias (PDT) para o governo. Requião, no entanto, sentiu-se à vontade no evento, já que, pelo que se sabe, boa parte do baixo escalão da corporação teria votado nele.
Exigência
O presidente em exercício do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, desembargador federal Nylson Paim de Abreu, decidiu manter em vigor a liminar pela qual a Usina Itaipu Binacional só pode contratar novos funcionários mediante a realização de concurso público, conforme a Constituição. O despacho do desembargador, assinado em regime de plantão durante o feriado de Ano Novo, está sendo comunicado à União e ao Ministério Público Federal (MPF) por meio de mandados de intimação encaminhados no último dia 3.
Corregedoria
O advogado Luiz Carlos Delazari, ex-procurador-geral de Justiça, tomou posse ontem na Secretaria Especial da Corregedoria e Ouvidoria-Geral. A nova secretaria, que antes atendia apenas como Ouvidoria, vai fiscalizar as despesas e contas públicas do Estado. Todas as secretarias, antes de executar gastos, terão que passar pelo crivo da Corregedoria. A idéia é facilitar a comunicação entre o Ministério Público e as diversas pastas, agilizando os processos burocráticos.
Sem direção
Além do problema da falta de água nas cidades do Litoral, os funcionários da Sanepar estão preocupados com as mudanças no comando da empresa. Enquanto a Copel já tem seu presidente e diretores definidos, na Sanepar o clima de incerteza ainda paira nos corredores. Até agora, nem mesmo o engenheiro Caio Brandão, que foi indicado para presidir a Sanepar pelo governador Roberto Requião, teria assumido a cadeira de presidente.
Retrato falado
A ausência de Brandão já começou a gerar brincadeiras entre os servidores da Sanepar. Alguns cogitam solicitar um retrato falado do futuro presidente, para começarem a se acostumar à nova gestão. Outros garantem que Brandão já está na Sanepar, andando incógnito pelos escritórios da estatal, e ainda não foi reconhecido.
Perguntinha
Além da dívida de R$ 89 milhões que o PMDB diz ter herdado do ex-governador Jaime Lerner, o pefelista deixou mais alguma surpresa?
Maria Duarte (interina) e sucursais
[email protected]





