INFORME FOLHA
Sob nova direção
Desde ontem, o PMDB estadual tem novo presidente. Com a posse do governador Roberto Requião (PMDB), o deputado federal reeleito e antigo segundo vice-presidente da sigla, Gustavo Fruet, assumiu o diretório estadual, porque o chefe do Executivo não pode acumular o comando do partido. O chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, também não pode acumular a primeira vice-presidência, por ser secretário de Estado. Segundo Fruet, o PMDB se reúne nesta sábado, em Curitiba, para discutir os rumos da legenda. O novo presidente defende uma recomposição do partido, começando por Curitiba, que está sem presidente definido por enquanto. ''Tem que haver convenção e recadastramento. Vamos aproveitar que 2003 não é ano eleitoral para elaborar teses e oxigenar o partido'', disse Fruet, em entrevista à Folha. O deputado afirmou ainda que o PMDB precisa lançar candidato próprio à Prefeitura da Capital, em 2004. O nome dele, aliás, está no páreo. ''Mas não quero fazer disso uma obsessão'', abrandou.
Entra-e-sai
O Palácio Iguaçu estava um verdadeiro formigueiro ontem, um dia depois da posse de Requião. O governador passou o dia em reuniões de trabalho, com seu secretariado. A equipe de governo andava de um lado para outro, ocupando os gabinetes e as mesas deixadas pelo time do ex-governador Jaime Lerner (PFL).
Rotina 1
Na solenidade de transmissão do cargo de Procurador Geral do Estado, ontem, a ex-procuradora Márcia Carla Pereira Ribeiro, que ficou um ano e meio na função, resumiu a rotina à frente da Procuradoria. Ela disse que três palavras marcam o dia-a-dia do procurador: tensão, desgaste e contentamento.
Rotina 2
''Tensão porque às vezes todos os telefones tocam ao mesmo tempo e o governador quer um parecer urgente, por exemplo, ou quando o Estado vai receber uma verba pública e tem uma liminar contra, exigindo que a Procuradoria aja com urgência para derrubar a liminar e garantir o dinheiro, e desgaste porque nem sempre é possível agradar a todos os lados. Mas a satisfação também é muito maior, quando se consegue levar adiante o que queremos'', explicou.
Ônus
De acordo com estudos do gabinete do vereador de Curitiba Jorge Bernardi (PDT), a população da Capital será onerada a partir de 2003 com cerca de R$ 25 milhões, que serão arrecadados pela Prefeitura por causa da recente aprovação da cobrança de taxa de iluminação pública. O vereador pedetista entende que, desde 2000, o contribuinte municipal já está pagando a iluminação pública embutido no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Retorno
A assessoria de imprensa da Prefeitura, porém, defendeu-se dizendo que a cobrança da taxa de iluminação no carnê do IPTU (no caso de terrenos vagos) e na fatura da Copel (em prédios ocupados) foi suspensa desde 2000, com o início da discussão em torno do projeto que institui a taxa. Conforme a Prefeitura, o tributo voltará a ser cobrado agora, na fatura da Copel.
O que é isso, companheiro?
Ontem o PT foi notícia em praticamente todos os cadernos da Folha de Londrina. Inclusive no de classificados, onde está o Edital de Protesto. O partido teve um título de R$ 67,95 protestado por falta de pagamento. Mas o PT não está só. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) também se faz presente. Foi protestada por não pagar um título de R$ 30,96.
Tropeços
Ontem tomou posse na presidência da Câmara de Londrina o vereador Orlando Bonilha (sem partido). Com seus constantes tropeços na gramática, Bonilha já entrou para o folclore da Casa. Agora, como presidente, precisará tomar um pouco mais de cuidado nos discursos.
Portas fechadas
A posse do secretário da Fazenda, Heron Arzua, aconteceu a portas fechadas ontem, em contraste com a série de solenidades realizadas durante o dia para os demais secretários de Estado. Segundo a assessoria de imprensa do governo, não houve cerimônia porque Arzua preferiu que o evento fosse reservado. Mas, nos bastidores, o episódio deu margem a especulações. Aliados de Jaime Lerner levantaram a tese de que a transmissão do cargo foi simples para evitar maior mal-estar na presença da imprensa. Isso porque o ex-secretário da Fazenda, Ingo Hubert, ficou magoado com o vice-governador, Orlando Pessuti (PMDB), que colocou em dúvida informações repassadas por ele durante a transição.
Perguntinha
A discrição na posse de Arzua foi mesmo rescaldo do desentendimento entre Hubert e Pessuti?
Maria Duarte (interina) e sucursais
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