Primeiro passo


O primeiro passo para o retorno do senador Alvaro Dias ao PSDB, partido do qual teve de se desfiliar por conta da CPI da Corrupção contra o governo Fernando Henrique, no final do ano passado, começou ontem. Como o Informe já havia antecipado, o suplente de Alvaro no Senado, Olivir Gabardo, anunciou publicamente sua intenção em ingressar no PSDB. Gabardo chega ao ninho com a missão de, junto com o deputado federal reeleito Luiz Carlos Hauly, que quer ser o presidente estadual do partido, pavimentar o caminho para Alvaro. Hauly ficaria no comando tucano, no lugar de Basílio Villani, o interventor nomeado pela executiva nacional para conduzir o partido durante a campanha eleitoral.


Reflexos


A movimentação de Alvaro já estaria repercutindo. Pegos de surpresa com as costuras do inimigo, o vice-prefeito de Curitiba e candidato derrotado ao governo, Beto Richa, e Basílio Villani ficaram furiosos. A última coisa que querem é devolver a sigla para Alvaro. Beto tem interesse na Prefeitura de Curitiba em 2004 e Villani não quer perder espaço para Hauly, com quem se atritou quando estava em alta a intervenção no PSDB do Paraná. A confusão no ninho é tanta que fez alguns tucanos recuar. O deputado federal Alex Canziani estava disposto a semear sua pré-candidatura à Prefeitura de Londrina. Vai esperar os desdobramentos para ver quem ganha nesta queda-de-braço.


A pé


O deputado estadual Algaci Túlio (PSDB) foi assaltado na noite de anteontem, em frente a um shopping em Curitiba. Dois assaltantes levaram a Blazer que estava em poder do deputado mas que pertence à frota da Assembléia Legislativa. ''Pior que não é a primeira vez. Esta já é a terceira'', reclamou Túlio. ''Foi rápido, levou dois minutos. Perguntaram se eu estava armado e eu disse que não'', completou. No placar geral, zero a zero. O Poder Legislativo do Paraná perdeu a Blazer de Túlio, mas recuperou por outro lado a Blazer de Caíto Quintana (PMDB), roubada há cerca de um mês.


Acomodação


Duda Camargo, secretária e braço-direito do governador Jaime Lerner (PFL), está cotada para integrar a equipe do novo conselheiro do Tribunal de Contas, Fernando Guimarães. Falta a acomodação ainda de meia dúzias de aspones.


Pedágio


Hoje o governador eleito, Roberto Requião (PMDB), vai ficar nas nuvens. Um de seus assuntos prediletos, o pedágio, é o item principal da pauta de discussão das equipes de transição. Requião promete reduzir as tarifas ou acabar de vez com a cobrança das tarifas no Anel de Integração. Os paranaenses pagam para ver.


Carneirada


Durante farto jantar no qual foi servida carne de carneiro, os peemedebistas discutiram qual será a postura da bancada no ano que vem, quando de oposição passa para situação. O encontro foi anteontem, na casa do ex-deputado Renato Adur. O partido de Requião promete manter postura unificada. Já a eleição da mesa executiva, que o governador não tem manifestado muito interesse em interferir, não entrou em pauta.


Gato por lebre


O prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL) decidiu dar um tom mais ameno às discussões sobre a política cultural da cidade. Para atender ao pedido dos músicos que solicitaram uma reunião para tratar do tema, trocou o gabinete por um ambiente descontraído e escolheu o Beto Batata para o encontro informal, ontem à noite. Mas tem músico achando que o bar não é um local adequado para tratar de assunto sério como a administração do Conservatório de Música Popular Brasileira em Organização Social, por exemplo. Ou temas como esse não são para ser discutidos com a classe?


Conversa fiada


Foi resolvido verbalmente o pedido de esclarecimento por escrito para o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Cássio Chamecki, sobre o Fundo Municipal de Cultura. A solicitação foi feita pelos vereadores da Comissão de Educação, Cultura e Bem-Estar da Câmara Municipal de Curitiba. Para Chamecki, o assunto está encerrado. ''Não vou abrir mão de aplicar os recursos do fundo na cultura do município. Estão tentanto transformar uma coisa positiva num questão negativa'', acusou. O vereador André Passos (PT), que integra a comissão, não se convenceu com os argumentos de Chamecki e prometeu ingressar com representação no Ministério Público pedindo investigação sobre o valor utilizado pelo fundo o ano passado, calculado em R$ 1,2 milhão.


Indenização


A 4 Câmara Cível do Tribunal de Justiça acatou apelação de Luiz Carlos Hauly, reconhecendo seu direito à indenização de R$ 7,5 mil por danos morais. Durante a campanha de 1996 para a Prefeitura de Londrina, Antenor Ribeiro, presidente do PPB à época, avalizou panfleto que continha, de acordo com o entendimento da Justiça, ofensa contra a honra e dignidade de Hauly. A defesa de Antenor alegou em juízo a existência de duas ações indenizatórias no mesmo sentido, contra outros envolvidos com a mesma publicação.


Clima quente


Requião teria ficado fulo com o estrelismo de integrantes da equipe de transição, designados pelos partidos aliados para integrar subgrupos que vão discutir temas mais específicos do futuro governo. Não quer que a guerra de egos vire uma guerra por cargos.


Perguntinha


E a tão esperada reforma de Cassio sai quando?

Leandro Donatti e sucursais
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