Incêndio


Se forem procurados para dar declarações vão negar qualquer rusga. Mas a briga pelo Senado, entre o ex-governador Paulo Pimentel (PMDB) e Tony Garcia (PPB), ainda está pegando fogo. O empresário Francisco da Cunha Pereira, um dos sócios da Gazeta do Povo e Rede Paranaense de Comunicação (RPC), está no olho do furacão e está sendo acusado por Pimentel de ter contribuído para a sua derrota em favor de Tony Garcia. A mágoa do candidato do PMDB ao Senado é porque Cunha Pereira não segurou matéria mostrando o acidente de carro em que Pimentel se envolveu às vésperas das eleições. A briga foi parar na CBN. Pimentel alegou em entrevista dada à emissora, que foi ao ar no calor da apuração, durante programação da madrugada, que Cunha Pereira não retribuiu favor semelhante quando o mesmo enfrentou problemas familiares. Pimentel é dono da TV Iguaçu e dos jornais Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná. A turma do deixa-disso já foi acionada. Anteontem, o presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais e Revistas, Abdo Kudri, acompanhado de Cunha Pereira, entrou em contato com Pimentel para acalmar os ânimos. A raiva, entretanto, vai demorar para passar.


Cobiçado


O candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, nunca imaginou que viraria alvo de disputa entre os dois candidatos ao governo do Estado neste segundo turno. Ainda mais ser cobiçado por Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB), políticos que se fizeram num estado tão conservador como o Paraná.


Luvas


Questionado sobre sua aversão a debates no rádio e na tevê, Alvaro disse que não teme o enfrentamento. ''Vou participar de debates, sim'', prometeu. ''A disputa para o governo não é de quem é o mais valente. Não vou para uma luta de boxe'', disse referindo-se ao adversário que faz o tipo valentão, Requião.


Sinal-verde


O PSDB do Paraná aguarda uma orientação nacional antes de se posicionar oficialmente no segundo turno. Se dependesse de Beto Richa, o candidato derrotado, nenhum tucano se engajaria nem na campanha de Alvaro nem na de Requião. Porém, a candidatura do tucano José Serra, a presidente da República, está sem palanque forte no Estado.


Trombada 1


O casamento do PT com o PMDB em Londrina já sofreu o primeiro abalo. Enquanto Requião e o prefeito Nedson Micheleti conversavam com demais prefeitos da região no Parque de Exposições Ney Braga, a vereadora peemedebista e deputada eleita Elza Correia criticava a administração municipal durante sessão da Câmara. Elza defendia a instauração de uma comissão especial para investigar denúncias de irregularidades na Fundação do Esporte.


Trombada 2


Um relatório do auditor da prefeitura, Osvaldo Lima, mostrou que há irregularidades na Fundação, o que inclusive foi motivo para a exoneração do presidente da entidade, Marcelo Paulino. Como ele já havia sido exonerado, a administração entende que não há motivo para uma comissão especial. Assessores tiveram trabalho para evitar que as animosidades contaminassem o encontro de Requião com Nedson.


Julgamento


O TCE analisa na terça-feira da semana que vem a prestação de contas do governo de 2001. O processo será relatado pelo conselheiro Quielse Crisóstomo. Salvo mudança de última hora, a sessão terá início às 10 horas. O parecer técnico emitido pelo TCE sobre as contas será julgado posteriormente pela Assembléia Legislativa. A prestação de contas de 2001 é aquela que, de acordo com auditoria do próprio tribunal, teria sido refeita às pressas para maquiar os investimentos feitos pelo governo em saúde exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).


Na trave


O TCE rejeitou as contas da Companhia de Desenvolvimento de Campo Largo (Comlar) de 1999 por carecer de documentação. No entendimento do tribunal, a Comlar fez empréstimo no Banestado de R$ 5,9 milhões, para a aquisição de terreno para a implantação da Indústria Tritec Motors Ltda sem evidenciar os valores de doação feitos à Chrysler do Brasil, para a qual, na época, fornecia equipamentos. Cabe recurso da decisão.


Reforma


O governador Jaime Lerner (PFL) assinou ontem ordem de serviço para as reformas do Edifício Affonso Alves de Camargo, no Centro Cívico, onde vai funcionar o Ministério Público. O edifício que abrigava diversas secretarias de Estado será readequado. O investimento, de R$ 5,7 milhões, será feito com recursos do Ministério Público, garante o governo.


Neutralidade


A Associação dos Municípios do Paraná (AMP) promete ficar neutra na briga pelo segundo turno no Estado. Quem garante é o presidente da entidade, prefeito de Barracão Joarez Lima Henrichs (PFL), que no primeiro turno não foi nada imparcial, como o cargo lhe exigia. Henrichs chegou a se licenciar da prefeitura, não da AMP, para pedir votos para Beto Richa.


Perguntinha


Se Alvaro Dias não tem medo mesmo de debates, por que então não relevou o que chamou de desorganização da emissora e participou do debate da Banda B ontem?

Leandro Donatti e sucursais
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