Disputa


A eleição para a presidência da Assembléia Legislativa, marcada para fevereiro do ano que vem, já movimenta os bastidores da Casa. Mas a disputa só começa mesmo quando o novo governador for definido. Hermas Brandão (PSDB), o atual presidente, é um nome em potencial à reeleição, mas não faz parte da base de apoio de nenhum dos senadores que disputam o segundo turno, Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB). Já o nome de Valdir Rossoni, do PTB que já tentou se eleger mas acabou duas vezes preterido pelo governador Jaime Lerner (PFL) , ganha força se Alvaro for eleito. Caso Requião saia vitorioso nas urnas, Caíto Quintana (PMDB) seria uma opção. Oficialmente, porém, ninguém na Assembléia quer admitir que o assunto já está sobre a mesa dos parlamentares. Um fato terá peso importante na próxima eleição: entram 24 nomes novos que, conforme a tradição, vão querer espaço na mesa executiva. O mandato de presidente da Assembléia dura dois anos. Além do salário de parlamentar (R$ 6 mil brutos), o presidente recebe mais cerca de R$ 2,3 mil como gratificação pelo cargo na presidência. Sem levar em conta o status e as mordomias que o cargo oferece.


Racha


Não convidem o candidato do PT derrotado na briga ao governo Padre Roque e o deputado eleito André Vargas para um jantar, porque nenhum dos dois vai. Além da decisão sobre qual candidato receberá o apoio do PT no segundo turno, Alvaro ou Requião, outra discussão divide os dois.


Pontos de vista


Enquanto André Vargas defende a criação de uma comissão suprapartidária para coordenar a campanha de Lula no Paraná, o que justificaria a hesitação em declarar apoio a Requião, Padre Roque acredita que a coordenação deveria ficar sob o comando do PT. ''Com a votação que fiz, sinto-me legitimado para coordenar a campanha de Lula no Paraná. Mesmo sem estrutura e com as pesquisas do Ibope contra mim, tive uma votação expressiva'', argumenta Padre Roque.


Conselheiro


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aguarda sinal-verde do Palácio Iguaçu para elaborar a lista tríplice da qual sairá o sétimo conselheiro. O governo tem que escolher se o novo conselheiro será auditor ou procurador do TCE. Já que não poderá indicar conforme ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de Brasília.


Muito chefe


Comentário que circulava entre os próprios assessores da equipe de campanha de Alvaro Dias. ''Muito cacique para pouco índio.'' A avaliação é que o ritmo precisa mudar no segundo turno. Requião, por exemplo, promete mudanças radicais na sua equipe.


Troco


A coordenação de campanha de Alvaro pretende rebater as acusações de Requião, que acusa o pedetista de defender um modelo neoliberal de privatização de estatais. Segundo nota divulgada pela coordenação do partido ontem, ''Alvaro apresentou um projeto que impede a venda de empresas estratégicas sem a realização de plebiscito, e entrou com ações contra a venda da Copel''.


Rancor 1


O deputado federal Rafael Greca (PFL) foi alvo de duras críticas ontem do tucano Beto Richa, que disputou uma vaga ao governo do Estado. Irônico, o Beto disse que estranhou o resultado da votação do parlamentar nas eleições deste ano. Ele lembrou que Greca prometeu fazer mais de 200 mil votos e ultrapassar o número de eleitores que votaria em Beto. Por trás das farpas, está a disputa pela Prefeitura de Curitiba em 2004. Tanto Greca quanto Beto têm interesse na cadeira de Cassio Taniguchi (PFL).


Rancor 2


O deputado federal reeleito Abelardo Lupion, outro pefelista que se recusou pedir votos para o candidato do PSDB nas eleições deste ano no Paraná, também foi lembrado pelo tucano. ''Não sei se ele representa os municípios paranaenses e os ruralistas do Estado. Ele e o Greca não fizeram diferença na minha campanha.''


Rancor 3


Beto Richa prometeu que o partido vai fazer uma depuração após as eleições, submetendo ao conselho de ética todos os prefeitos e lideranças tucanas que subiram no palanque com outros candidatos ao governo do Estado. Cada caso será analisado com rigor.


Debate


Salvo mudança de última hora, Alvaro e Requião se enfrentam amanhã, às 9 horas, num debate promovido pela Rádio Banda B (AM 550) em Curitiba. Oportunidade para os eleitores optarem pelo menos pior.


É lei


O governador Jaime Lerner (PFL) sancionou, na tarde de ontem, o projeto que, na prática, dá aumento para a Polícia Militar. Os reajustes nos salários, no entanto, quem vai pagar é o próximo governador.


Perguntinha


Paulo Pimentel (PMDB) e Tony Garcia (PPB) já se recuperaram da zebra desta eleição?

Leandro Donatti e sucursais
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