Mudança


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu mudar a Constituição do Paraná, acatando ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo governo estadual e dando ao governador o direito de escolher o sétimo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão entretanto tem um porém. A nomeação não é totalmente livre. Jaime Lerner (PFL) terá que escolher entre um procurador ou um auditor do TCE. Na prática, a decisão do Supremo não muda o que já havia sido decidido pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Uma lista tríplice será encaminhada nos próximos dias a Lerner, que escolherá o sétimo conselheiro. O sortudo será sabatinado pela Assembléia. Nos bastidores, a disputa já começou. O que está em jogo é um salário de R$ 12 mil, mais mordomias.


Lacrada


A Assembléia Legislativa fechou as portas ontem. Uma pausa para o assistencialismo. Apesar de não estar havendo sessões há dias, os gabinetes foram invadidos por uma legião de pessoas trazendo listas e listas de pedidos. Para se livrar dos inconvenientes que aumentam em época de campanha eleitoral , a direção da Casa mandou baixar os cadeados. A Casa reabre só na segunda-feira, após as eleições.


Teatrinho


Quem viu tem certeza que Giovani Gionédis (PSC) e Roberto Requião (PMDB) combinaram tudo e estão dispostos a fechar acordo político no segundo turno, se houver. No debate da Globo, Gionédis levantou a bola de Requião pelo menos duas vezes, em ambas sobrando para Beto Richa (PSDB).


Suspense


Numa delas o clima foi de suspense. Quando todo mundo achava que Gionédis iria relembrar matéria da Veja insinuando que Maristela Requião enviou dólares para o exterior, o ex-secretário da Fazenda voltou sua artilharia para a mulher de Beto. Segundo ele, Fernanda Richa mandou US$ 1 milhão para fora, através de contas CC5, o que, desde que indicada a origem, não é ilegal.


Memória


A outra colher de chá foi quando Gionédis pediu para que Requião avaliasse os ataques que vem recebendo por conta do envolvimento de seu sobrinho num acidente de carro, que resultou em duas mortes. Requião, que é acusado de ter dado carteiraço para livrar o rapaz, deitou e rolou. Relembrou que José Richa, pai de Beto, no início de sua carreira, também se viu envolvido num acidente com morte.


Geléia geral


Circula por Curitiba caminhão de som fazendo campanha para Ciro Gomes, do PPS, e Requião, Gustavo Fruet e Ricardo Chab, estes do PMDB.


Retorno


O prefeito Cassio Taniguchi (PFL) reassume hoje a Prefeitura de Curitiba. Depois de dez dias licenciado para fazer campanha para o PSDB.


Na trave


O Tribunal de Justiça manteve decreto de prisão preventiva contra ex-vereador, ex-deputado e candidato a deputado Aparecido Custódio da Silva (PPB). O Ministério Público denunciou Custódio por peculato e concussão. O ex-vereador, que teve seu recurso negado, é acusado de recolher parte dos vencimentos dos funcionários por ele nomeados para exercer cargos em comissão.


Defesa


Custódio entende que a primeira decisão do TJ, a da prisão, que é do dia 9 de setembro, veio a público dias depois por ter motivação política. ''Isso é perseguição de quem não quer um trabalhador no poder'', defendeu-se na época.


Depoimento


A Vara de Precatórias Criminais de Curitiba marcou para 11 de novembro o depoimento de mais uma testemunha de acusação sobre a morte do promotor Francisco Bezerra Cavalcante, ocorrida em 15 de junho de 1989, dentro do gabinete do juiz Luiz Setembrino Von Holleben, de Ortigueira. O nome não é divulgado. O processo investiga a autoria dos disparos.


Pendenga 1


O sobrenome do ex-marido pode ser mantido pela mulher mesmo após o divórcio. A decisão, dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem por base um processo envolvendo paranaenses. Para o STJ, ainda que a manutenção do nome de casada pela ex-mulher possa criar desconforto e constrangimento ao homem, há de prevalecer a disposição legal que preserva o direito à identidade da mulher. Diz o site do STJ que os empresários S.M.P. e L.M.R.P. permaneceram casados por mais de 30 anos e tiveram três filhos.


Pendenga 2


O casal era muito conhecido no Estado. Em 1996, a empresária propôs a separação de corpos e meses depois, L.M.R.P. ficou noiva. Sentindo-se constrangido, S.M.P. pediu divórcio requerendo que a ex-mulher voltasse a usar o nome de solteira. L.M.R.P. se recusou a retirar o sobrenome, alegando que isso lhe acarretaria prejuízo. Uma das varas de Família de Curitiba aceitou o divórcio, mas autorizou a manutenção do sobrenome do ex-marido. Decisão que foi confirmada pelo STJ.


Furioso


O deputado Algaci Túlio (PSDB) estava possesso ontem. Jornal da APP, que está sendo distribuído pelo Estado, afirma que ele votou a favor da venda da Copel. Túlio votou contra.


Perguntinha


Algum Ferreirinha está sendo articulado para o quase certo segundo turno no Paraná?

Leandro Donatti e sucursais
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