Prazo-limite


Hoje é o último dia para os prefeitos do Paraná que tiveram perda de população, de acordo com a estimativa populacional feita pelo IBGE para este ano, contestarem a pesquisa. O número de habitantes é fundamental, por exemplo, para se definir a fatia do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de cada cidade. Para contestar os dados, as prefeituras têm de apresentar recurso nas delegacias regionais do IBGE.


Trupe


Teve gente que até pensou que o comitê de Beto Richa comemorava pesquisa eleitoral lhe dando dianteira na disputa ao governo. Engano. Era sim uma nova estratégia para angariar votos. O PSDB contratou em Curitiba um grupo de umas 60 pessoas que circula em diversos pontos da cidade gritando de repente palavras de ordem em defesa do candidato.


Efeito Lerner


A ala tucana mais antiga, que apóia integralmente a campanha de José Serra à presidência da República, está preocupada com a entrada do governador Jaime Lerner (PFL) na campanha presidencial. Principalmente, porque Serra mantém o segundo lugar na preferência dos eleitores no Paraná.


Arquivamento


A Comissão de Legislação e Justiça da Câmara de Curitiba arquivou projeto que previa a terceirização das novas creches municipais. A proposta era assinada pelo vereador Celso Torquato (PMDB), testa-de-ferro do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). O vereador Tadeu Veneri (PT), que articulou o arquivamento, argumenta que o serviço de creches é responsabilidade do poder público.


Sem explicação


No debate realizado no último domingo, no SBT de Paulo Pimentel (PMDB), Roberto Requião (PMDB) voltou a cobrar respostas a questões que chamam a atenção de todos os paranaenses. Ele queria saber em que foi gasto o dinheiro desviado da Prefeitura de Maringá. O ex-secretário da Fazenda do município Luiz Antonio Paolicchi disse à Justiça que dinheiro público teria sido usado para financiar campanha de Lerner e Alvaro Dias (PDT).


Caixa 2


Requião também disse ter certeza absoluta que, se existir Poder Judiciário no Paraná, o prefeito Cassio Taniguchi será cassado. ''Não é possível que depois da evidência de um caixa 2 ele se mantenha prefeito de Curitiba.''


Indicado


O juiz Álvaro Eduardo Junqueira, da 7 Vara Federal de Curitiba, passará a atuar no Tribunal Regional Federal (TRF). Ele exercerá a função temporariamente, em substituição ao desembargador federal Amir José Finocchiaro Sarti, que se aposentou na semana passada. Junqueira, que nasceu na capital paranaense e formou-se pela Universidade Católica do Paraná, permanecerá no TRF até a escolha de quem ocupará o cargo definitivamente no quadro de magistrados do tribunal.


Arremate


O governo do Estado faz os últimos ajustes na proposta de retirar da alçada do Departamento de Trânsito (Detran) os serviços de emissão de registro de veículos. O trabalho passaria a ser de responsabilidade dos cartórios, o que, em tese, garantiria maior agilidade para os motoristas. A proposta, polêmica, deverá ser encaminhada nos próximos dias para a Assembléia. Caso seja confirmado o teor do decreto de Lerner, os despachantes garantem que vão se organizar e fazer protestos na Assembléia.


Memória


A briga entre o candidato ao governo, senador Alvaro Dias, e o candidato a deputado, presidente da Federação Paranaense Onaireves Moura, é antiga. Vem de 1993, quando Moura teve o seu mandato político cassado. O presidente da federação foi acusado por Alvaro, que na época comandava o extinto Partido Progressista (PP), de comprar deputados para engordar a sua sigla, o PSD. O partido de Moura inchou na época, saltando de seis para 20 parlamentares.


Acordo branco


Não tem outro jeito. Alvaro vai ter de engolir até o dia da eleição a provocação dos adversários que o acusam de ter feito em 1998 um acordo político com Lerner, que ficou conhecido no Paraná como acordo branco. Os advogados do PDT tentaram impedir o uso da expressão, mas a Justiça negou. Para quem não lembra, naquela eleição o PFL de Lerner não lançou candidato ao Senado e em troca o PSDB de Alvaro não lançou candidato ao governo.


Mesmo veneno


A direção do PMDB encontrou no atual suplente de Alvaro Dias no Senado, o ex-secretário Olivir Gabardo, argumento para tentar justificar as três aposentadorias acumuladas por Paulo Pimentel. Ontem, nota do PMDB dizia que Gabardo recebe cinco aposentadorias. A Folha deixou recado na secretária eletrônica de Gabardo, mas não obteve retorno.


Novela


Foi parar na Justiça Eleitoral, para análise de juízes, a peça publicitária do PPB que exibe trechos de um áudio dado como sendo de Requião admitindo que em política vale tudo até pacto com o diabo. Os advogados do PMDB alegam que a voz de Requião foi falsificada.


Perguntinha


Com Lerner licenciado para ajudar na campanha de Beto Richa, como fica o discurso do candidato tucano-pefelista que prega a renovação?

Leandro Donatti e sucursais
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