Veto explícito


A Adepol, a associação dos delegados de polícia do Estado, iniciou entrevistas com candidatos ao governo. Foram ouvidas as propostas de Rubens Bueno (PPS) e Alvaro Dias (PDT). Para a próxima semana, está prevista a visita de Beto Richa (PSDB). Os candidatos Roberto Requião (PMDB) e Padre Roque Zimmermann (PT) coincidentemente ou não os que mais apoiaram a CPI criada para desmantelar esquema de drogas e corrução dentro da polícia não serão convidados. O presidente da entidade, Fauze Salmen, tem justificativa: ''os dois candidatos não têm propostas verdadeiras para a segurança pública''. ''Querem ser governador e secretários de segurança ao mesmo tempo. Mas não entendem nada de segurança.'' Salmen, voto declarado a Alvaro Dias, confessa que tem orientado policiais civis e delegados a pensarem no ''engrandecimento'' da categoria, rejeitando Requião e Padre Roque. Consta na pauta de reivindicação dos delegados que o novo governador deixe de governar politicamente, para governar tecnicamente, consultando sempre as polícias civil e militar; a construção de novas unidades prisionais para liberar os policiais civis para investigação; atuação firme no combate ao tráfico de drogas, responsável por 80% dos crimes no Estado.


Cabeça


A secretária da Educação, Alcyone Saliba, está com o pescoço a prêmio. Pode ser exonerada da função no início da semana, pelo governador Jaime Lerner (PFL). Tudo por causa da péssima repercussão, no Palácio Iguaçu, do projeto que aumenta a hora-atividade dos professores de 10% para 20%.


Há controvérsia


O projeto, proposto pelo presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), e avalizado por Saliba, fez os técnicos da Secretaria da Fazenda torcerem o nariz. Uma corrrente de aliados diz que a decisão de Lerner é mesmo demitir a secretária, outra avalia que Saliba pode acabar ficando, já que o governo acaba, de qualquer forma, no dia 31 de dezembro.


Sudorese


Rafael Greca (PFL), candidato a uma vaga na Assembléia, levou o maior susto ontem. Greca e sua equipe estavam a caminho de Maringá, de avião, quando uma forte chuva acabou com os planos de pousar na cidade. O deputado ficou três horas e meia dando voltas no ar, porque o aeroporto de Londrina também estava fechado por causa do mau tempo. Teve que voltar a Curitiba e cancelar a visita. Detalhe: o fervoroso Greca estava sem seu terço para invocar a proteção divina durantes os momentos de tensão.


Porta-a-porta


Por pouco Lerner e o ex-secretário da Fazenda e candidato do PSC ao governo, Giovani Gionédis, não ficam em quartos vizinhos num hotel em Foz. ''O senhor se importa de ser vizinho de apartamento do governador Jaime Lerner?'', perguntou o recepcionista. ''Não'', respondeu Gionédis, hoje inimigo do governador. Lerner, mais cauteloso, mudou de hotel.


Claque


Gionédis, aliás, anda provocando. Em evento promovido pela Faciap, a federação das associações comerciais e industriais, não perdeu a chance de cutucar Alvaro Dias, minutos depois de o pedetista ter saído do recinto acompanhado de um séquito de assessores. ''São esses cargos em comissão que pretendo acabar no meu governo'', disse Gionédis, fazendo a platéia rir.


Impossibilitado


O prefeito de Adrianópolis, Teodoro de Oliveira (PSL), desmarcou depoimento à Polícia Federal, que investiga fraude cometida para que o município recebesse verbas do governo. O prefeito alegou que as chuvas tornaram as estradas do município intransitáveis.


Ocupado demais


O prefeito de Matinhos, Acindino Duarte (PMDB), também adiou seu depoimento. Alegando problemas de agenda, o prefeito pediu para ser ouvido em seu gabinete a respeito das fraudes cometidas nas certidões liberatórias de recursos do Tribunal de Contas.


Pisca-pisca


O Palácio Iguaçu teve ontem um bom motivo para se voltar contra a Copel, empresa da qual já tentou se livrar. A energia elétrica apresentou problemas. As luzes acendiam e apagavam, irritando do primeiro ao terceiro escalão.


Tiroteio


Os advogados de Alvaro Dias entraram com artilharia pesada contra o horário eleitoral do PMDB. Cinco representações pedindo a punição do PMDB por veicular propaganda irregular foram acatadas pela Justiça Eleitoral. De acordo com o juiz relator Marcelo Malucelli, o PMDB teria infringido à lei ao utilizar o horário destinado aos deputados estaduais e federais para veicular propaganda do candidato ao governo pela sigla.


Punição


A punição para a propaganda cruzada é a perda de tempo equivalente ao aproveitado irregularmente no programa julgado. No total, o programa de Roberto Requião ao governo será desfalcado em um total de 2 minutos e 14 segundos, divididos em quatro parcelas.


Perguntinha


João Ricardo Képes de Noronha também apóia Alvaro Dias, assim como a cúpula da Adepol?

Leandro Donatti e sucursais
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