Caso Usimar


A Justiça Federal do Tocantins começou a ouvir os depoimentos dos responsáveis pelo projeto Usimar, acusados de desviar R$ 44 milhões da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Além de ouvir funcionários da própria Sudam, os empresários paranaenses acusados de montar o esquema também serão ouvidos no Paraná. Serão ouvidos o controlador da Usimar, Theodoro Hubner Filho, e os empresários que negociavam a liberação do projeto no Maranhão, Amauri Cruz Santos e Ulbi Arlant. Os supostos responsáveis pelo esquema de lavagem de dinheiro Valmor Filipetto, Magaly Hubner, Adaljor Lemos e Paulo Ivan Alberti também prestarão depoimento.


Mundo louco


Deu a louca nos candidatos ao Senado. O explosivo Osmar Dias (PDT), sentado em uma poltrona branca, de pernas cruzadas, falando em Deus, pedindo voto, fez inveja a muito pastor evangélico.


Questão de ótica


O outro candidato a senador, na mesma coligação de Osmar, Tony Garcia (PPB), sequer olhou para a câmera. Ficou de lado boa parte do tempo, como se estivesse dando uma entrevista para o além.


Surpresa


Para eleitores mais experientes, que acreditam até em boi voando em campanha, surpresa mesmo só se Osmar e Garcia aparecessem lado a lado como se não se odiassem.


Uso indevido


O ministro do Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, chegou anteontem a Ubiratã em um microônibus Sprinter da Prefeitura de Maripá. Pelo jeito, nem ministro nem prefeito leram o que estava escrito nas laterais do veículo: ''uso exclusivo do transporte escolar''.


Puxão de orelha


Os candidatos que estão levando pito da Justiça Eleitoral, por propaganda em local irregular, estão repassando o puxão de orelha a suas assessorias. Tecnicamente, as culpadas pelo tropeço.


Balaio de gatos


Chapa espalhada pelas ruas de Curitiba e dos sonhos para muitos petistas que trabalham contra Padre Roque Zimmermann: Requião governador, Paulo Pimentel (PMDB) senador, Jorge Samek (PT) deputado federal e Natálio Stica (PT) deputado estadual.


Pajelança


Ciro Gomes (PPS) será o novo presidente do Brasil, depois de ganhar um segundo turno bastante apertado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O cenário estadual também não deve trazer novidades sobre as pesquisas atuais. Alvaro Dias (PDT) ganha as eleições para governador. Passa o primeiro turno com no máximo três pontos percentuais sobre Roberto Requião (PMDB), mas ganha terreno no segundo turno, quando terá apoio da maioria dos outros candidatos. Estas são algumas das previsões feitas ontem pelo tarólogo Luiz Antonio Ferreira Pereira, que jogou suas cartas de tarô em frente à Assembléia.


Numerologia


Ciro Gomes leva também vantagem na numerologia, segundo o tarólogo, graças a uma sequência de números cinco. ''Seu partido, o PPS, é 23, que soma cinco; o presidente assume em 2003, que soma cinco; e o Brasil tem campanhas eleitorais há 113 anos, que também soma cinco. Este equilíbrio sobre o cinco pode ser responsável pelo lado agressivo de Ciro, mas vai trazer equilíbrio para o Brasil'', interpretou.


Renovação


A ''mandinga eleitoral'' de Pereira, que adora um holofote, garante ainda que a Assembléia terá 15 novos deputados estaduais. Essa renovação, de acordo com ele, beneficia Alvaro, que terá boa base.


Surpresa


Apesar de Osmar estar bem à frente na corrida pelas duas vagas ao Senado, o tarólogo garante que Pimentel será o mais votado. ''Ele terá votação tão grande que vai surpreender.''


Memória


Pereira, que trabalha há 18 anos jogando tarô, lista uma série de previsões que teria acertado, muitas delas óbvias: a derrota do Brasil na Copa de 1998; o Pentacampeonato neste ano; a vitória do Coritiba no Campeonato Nacional em 1999 e do Atlético Paranaense em 2001. Na política, afirmou que Jaime Lerner (PFL) ganharia a reeleição ao governo do Paraná no primeiro turno e que Marta Suplicy (PT) ganharia a prefeitura de São Paulo.


Brasil


As cartas do tarólogo também apontaram o nome dos novos governadores em outros estados: a única surpresa é Benedita da Silva (PT) no Rio. Os demais já ocupam boas posições nas pesquisas: Aécio Neves (PSDB) em Minas; Paulo Malluf (PPB) em São Paulo; Antonio Britto (PMDB) no Rio Grande do Sul, e Esperidião Amin (PPB) em Santa Catarina.


Perguntinha


Do jeito que as coisas andam na Assembléia do Paraná, os deputados reaparecem para votar algum projeto depois do fim da campanha?

Leandro Donatti e sucursais
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