Mudança de tom


O candidato do PDT ao governo, senador Alvaro Dias, está procurando nova agência para cuidar de sua imagem durante a campanha. O trabalho desenvolvido pela competente Carilo & Pastore, que criou as peças publicitárias do PDT que foram ao ar durante o tempo reservado pela Justiça Eleitoral ao partido, no mês passado, não agradou Alvaro que optou pela rescisão de contrato. A assessoria do senador informou ontem que Alvaro está em negociação com outros marqueteiros de São Paulo. Corre nos bastidores que o contrato com a Carilo & Pastore estaria orçado em R$ 1,3 milhão.

CONSELHO - O controle de caixa da campanha do senador Roberto Requião ao governo vai ficar nas mãos de três peemedebistas: Heitor Wallace, primo-irmão de Requião; do fiel-escudeiro Airton Pissetti; e do ex-secretário de Fazenda Eron Arzua.

RASTEIRA - O grupo de pefelistas e tucanos que ainda trabalha pela inclusão do deputado federal Rafael Greca como candidato ao Senado anda redobrando os esforços. Ontem, o dia foi de intensas articulações. Todas em vão. O deputado federal Luciano Pizzatto, o indicado do PFL para o cargo, não desiste.

PADRINHOS - Pizzatto não cede porque tem as costas quentes. Por trás de sua candidatura estariam nada mais nada menos que o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), e o ex-secretário de Fazenda e candidato do PSC ao governo, Giovani Gionédis.

MEMÓRIA - Coincidência ou não, os dois trombaram com Greca durante a campanha de Cassio para prefeito em 2000. Direta ou indiretamente, Cassio e Gionédis aprovaram a exclusão de Greca e de Lerner dos programas eleitorais preparados para o segundo turno, quando o prefeito iniciou ofensiva para derrotar Angelo Vanhoni, o candidato do PT.

LADOS OPOSTOS - A exclusão abriu uma divisão. De um lado Lerner e Greca e do outro Cassio e Gionédis. Greca foi nomeado secretário da Comunicação de Lerner e Gionédis demitido da Fazenda. A relação entre Lerner e Greca só azedou mais tarde. No final do ano passado, quando Lerner percebeu que a indicação de Greca ao governo trombaria com o seu desejo de apoiar Beto Richa (PSDB) ao governo.

CORPO FORA - Para não transparecer que, em vez de concorrer à Assembléia, uma vaga ao Senado seria melhor opção, Greca se faz de desentendido. Ontem, quando questionado sobre a articulação que tenta lançá-lo ao Senado, disse que não tem nada a ver com o rebuliço. ''Sou inocente. E estou a caminho do dentista.''

CRIOULO DOIDO - O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), tinha reunião marcada para a noite de ontem com a cúpula pefelista. Para discutir os detalhes do apoio a Ciro Gomes, presidenciável PPS. Mais pimenta para o quadro eleitoral do Paraná. A frente de apoio a Ciro é composta por PDT, PPS e setores do PFL. Cada um destes partidos tem candidato ao governo no Estado. E todos se odeiam entre si.

PERGUNTINHA - Nesta eleição, os caixas 2 vão ser mais controlados que em outros anos?

Leandro Donatti e sucursais
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