Polêmica

Integrantes da Polícia Civil do Paraná foram ontem às galerias da Assembléia para pedir a votação do plano de carreira para a corporação. Os policiais questionam o fato de o governo ter concedido o plano para a Receita Estadual em detrimento dos policiais. Segundo o investigador Daniel Cortes, a classe está há oito anos sem aumento. Ele disse que o plano elaborado pelos policiais teria impacto mensal de R$ 1,8 milhão aos cofres públcios, enquanto o plano dos auditores da Receita custaria R$ 8,5 milhões. O líder do governo, Durval Amaral (PFL), disse que o plano dos auditores foi mudado, para não ter impacto financeiro. ''Não tem nem um centavo de impacto financeiro, só transforma os agentes em auditores'', afirmou o pefelista. Em represália, os policiais prometem uma campanha pela não reeleição dos deputados.
DETALHE - O PMDB descobriu que tem um probleminha a contornar. O primeiro suplente do ex-governador Paulo Pimentel, na briga ao Senado, o empresário Luiz Mussi, não teria se desfiliado do PFL.
TESOUREIRO - Setores do PMDB do senador Roberto Requião estão à caça do empresário Mario Celso Petraglia, para o mesmo assumir a coordenação financeira da campanha. Mario Celso tem experiência. Já foi tesoureiro de campanha de Jaime Lerner (PFL).
CABEÇA - Há quem garanta que o deputado federal Rafael Greca só aceita disputar vaga de senador na chapa de Beto Richa (PSDB) com uma condição: o governo teria de demitir Roberto Santoro, o substituto de Lubomir Ficinski na Secretaria do Desenvolvimento Urbano. A vingança de Greca seria dupla contra a família de Luciano Pizzatto. Além de ficar com espaço do deputado, minaria o poder de Ficinski, o vice de Beto e sogro de Pizzatto.
VETO - Há quem também garanta que a articulação em torno de Greca não prospera. O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), teria entrado na jogada e vetado a indicação de Greca, defendida por Lerner e setores do PFL. Cassio não esquece que Greca usou o caso caixa 2 para colocar a imagem do prefeito em xeque.
CAMPANHAS CASADAS - A disposição de dois outdoors, um deles de Alvaro Dias (PDT) ao governo e outro sobre um eficaz tratamento contra a queda de cabelos, no caminho que dá acesso aeroporto internacional de Curitiba, está sendo interpretado, maldosamente, como uma jogada comercial.
CORDA BAMBA - O nanico PMN ainda não definiu se mantém a candidatura ao governo do professor de Maringá Benedito da Silva. O partido lançou candidato em convenção no domingo mas, por força de acordo nacional, poderá ser obrigado a recuar e apoiar o PT. A definição precisa sair até sexta-feira, quando vence o prazo para registro de candidaturas. A direção regional do PMN aguarda orientação nacional.
ERUPÇÃO - O clima anda quente na aliança PT-PL-PCdoB em apoio a Padre Roque Zimmermann (PT). Crises de estrelismo e falta de comunicação, principalmente entre os dirigentes que ainda não digeriram Emerson Nerone (PHS) como candidato a vice, estariam fortalecendo as arestas.
PERGUNTINHA - Beto Richa insiste até quando?
Leandro Donatti e sucursais
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