Reedição

As especulações em torno do fechamento da aliança entre PPB e PDT foram intensas durante todo o dia ontem. A mais surpreendente, não confirmada pelas partes envolvidas, diz respeito ao governador Jaime Lerner (PFL) e ao senador Alvaro Dias (PDT). Os dois, novamente, teriam feito um pacto em torno do processo eleitoral, garantem fontes ligadas ao poder. Propositalmente, Lerner não teria se esforçado o suficiente para segurar o PPB na aliança firmada entre PSDB e PFL, deixando na mão tanto Beto Richa (PSDB) como o seu partido. Tudo em favor de Alvaro. Em troca, o senador teria se comprometido, se eleito, a não questionar qualquer ato administrativo tomado pela equipe de Lerner nos oitos anos de seus dois mandatos.
MEMÓRIA - Para quem não lembra o primeiro acordo firmado, nos bastidores, entre Lerner e Alvaro, apesar de os dois negarem de pés juntos, foi na eleição de 1998. O PFL desistiu na última hora de lançar candidato ao Senado, para deixar Alvaro concorrer com mais tranquilidade. E em troca, Alvaro desistiu de concorrer ao governo, deixando Lerner livre para disputar a reeleição. Os dois se elegeram com facilidade.
PRIORIDADE - Mais do que Beto e o PFL, o interesse do governador neste momento estaria voltado única e exclusivamente para a sua administração. Lerner quer terminar o seu governo entregando obras e firmando convênios com os municípios. Qualquer fato que o desvie desta rota perde a importância. Razão pela qual foi contra, desde o início, ao lançamento do deputado Rafael Greca (PFL) ao governo.
INTERESSE - Outra informação corrente entre políticos é que Lerner vai dedicar-se de corpo e alma à campanha do presidenciável José Serra. O governador teria se comprometido com o presidente Fernando Henrique. Sem falar que, uma vez eleito, Serra pode convidá-lo para um ministério como o de Ciência e Tecnologia.
CUSTO - Cinco secretarias de Estado estariam no pacote oferecido por Alvaro ao PPB, para o fechamento da aliança.
SÃO TOMÉ - Tem dirigente pedetista que acredita no acordo com o PPB só vendo. O partido de José Janene já ameaçou em pelo menos três eleições jogar contra o grupo de Lerner. Mas nunca passou de fogo de palha, apagado na última hora, às vésperas do prazo fatal para as coligações partidárias.
LEVA-E-TRAZ - O senador Roberto Requião (PMDB) mandou abraço ao presidente estadual do PFL, João Elísio Ferraz de Campos. Quem transmitiu foi Greca, que conversou com Requião pouco antes de ir para a reunião do PFL. ‘‘Contei que falei com o Requião (sobre a possibilidade de um acordo) e mandei o abraço. Eles (comando do PFL) engoliram em seco, em silêncio’’, disse Greca, que horas depois encontrou-se com Beto Richa.
CANDIDATO - Aliás, Greca caiu na real. Vai concorrer a uma das cadeiras da Assembléia. Como a modéstia não é seu forte, com certeza vai querer ser o mais bem votado da história do Paraná.
PERGUNTINHA - E como é que fica a dobradinha Beto Richa-Tony Garcia? Ou não fica?
Leandro Donatti e sucursais
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