Barganha
O governo do Estado corre contra o tempo na tentativa de aprovar na Assembléia Legislativa, antes do final deste mês, a mensagem que autoriza o Poder Executivo a firmar acordo com a União para receber parte do dinheiro do mico dos precatórios. Mas está difícil. Como se não bastasse a oposição tentando melar a aprovação, a base aliada resolver colocar as manguinhas de fora e protestar. Reclamando do atraso na liberação dos recursos de convênios assinados pelo governo do Estado, os aliados pediam ‘‘mais tempo para analisar’’ o projeto. A votação ficou para segunda-feira que vem.
URGÊNCIA - Na terça-feira, os deputados aprovaram regime de urgência na tramitação do projeto. O Palácio Iguaçu depende de um acordo entre o governo alagoano e a União para receber o dinheiro devido por aquele estado aos cofres do Paraná –R$ 275 milhões–, numa transação envolvendo a compra de títulos podres, considerados de difícil resgate.
TROCA - A alternativa levantada pelo governo federal foi um contrato de assunção de dívida, ou seja, o governo federal assume a dívida de Alagoas, passando para o Paraná letras financeiras do Tesouro, papéis que em tese têm maior liquidez que as letras do tesouro alagoano. Falta agora o aval dos deputados para que o Estado possa informar à União que aceita a proposta.
PARCELAS - Pela proposta elaborada pelo governo, em conjunto com o Ministério da Fazenda, o Paraná não recebe imediatamente de Alagoas os R$ 275 milhões. O pagamento da dívida se dará em duas vezes: R$ 170 milhões no ato e os outros R$ 105 milhões em títulos parcelados em 10 anos. A bancada de oposição promete votar contra o acordo, por condenar a decisão do governo de comprar os títulos de Alagoas.
DIVERGÊNCIA 1 - Está cada vez mais difícil de se costurar um acordo político entre o PMDB e o PDT no Estado, à revelia da verticalização caso o PMDB nacional fique mesmo como vice de José Serra. Como se não bastasse, a relação complicada entre os senadores Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PDT), rompidos politicamente desde as eleições de 1994, quando o Jaime Lerner (PFL) derrotou Alvaro nas urnas, ontem o senador Osmar Dias (PDT) também se desentendeu com Requião.
DIVERGÊNCIA 2 - A briga dos dois foi no Senado. Osmar, que presidia a CCJ, não deu vistas de cinco dias para Requião analisar a mensagem do governo federal que prorroga a CPMF. Ofereceu seis horas, o que deixou Requião furioso.
REAJUSTE 1 - A Câmara de Curitiba aprovou reajuste salarial de 7,1% para os servidores municipais. O aumento vai ser dado em duas parcelas de aproximadamente 3,5%, uma em maio e a outra em outubro.
REAJUSTE 2 - As discussões que culminaram na aprovação da mensagem foram acaloradas. Tinha vereador defendendo reajuste de uma só vez e o perdão das penalidades impostas aos professores por conta da greve organizada pela categoria de 8 a 11 de junho de 2001. As duas emendas não passaram.
PERGUNTINHA - Cassio Taniguchi (PFL) aproveita a sua estada no Japão para acompanhar a abertura da Copa?
Leandro Donatti e sucursais
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