INFORME FOLHA
Reflexos
Apesar de ainda passar incólume pelo desgaste das investigações do caixa 2 na campanha que reelegeu o prefeito Cassio Taniguchi (PFL), em 2000, o vice-prefeito Beto Richa (PSDB) pode ter que enfrentar esse desconforto durante a campanha. As denúncias prejudicaram os planos da equipe do governo, que apostava o nome de Cassio como o sucessor natural de Lerner.
CAMPANHA - Cassio chegou a ser sondado para entrar no PSDB. A oposição não pretende esquecer que Beto foi eleito na campanha que está na mira da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Eleitoral. Uma corrente do PMDB é contrária à coligação com o PSDB justamente por isso. O PMDB foi um dos partidos que tirou dividendos políticos do desgaste provocado com o caso.
GELÉIA GERAL - O deputado Nelson Justus (PFL) disse que a verticalização instituída pelo TSE vai criar o voto Tim Maia nestas eleições. Segundo ele, não há consenso entre os 42 prefeitos que representa no que diz respeito aos candidatos ao governo, Senado e Câmara dos Deputados.
CAROCHINHA - Nesse tipo de coligação vale tudo, pois não posso prescindir do apoio de um prefeito só porque ele apóia o candidato a governo de outro partido. Num País como o Brasil, com as características políticas e partidárias que possui, a verticalização é história da carochinha, avalia.
REFLEXÃO - Em Mato Grosso do Sul, a oposição está em compasso de espera para definir quem serão os candidatos ao governo. A coligação atual, integrada pelo PDT, PSB, PPS, PCdoB e PAN, já havia decidido que iria se manter e apoiar a candidatura à reeleição de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. A decisão do TSE de verticalizar as coligações, no entanto, parou tudo.
PRÓ E CONTRA - O PDT já vem anunciando que está com o PPS e que não vai apoiar o PT na presidência. Agora temos que esperar, afirmou o vice-governador do Mato Grosso do Sul, Moacir Kohl (PDT). Para ele, a decisão do TSE é correta na medida que vem fortalecer os partidos, mas intempestiva, já que serve unicamente ao candidato do governo federal.
LIMINAR - A juíza federal substituta Silvia Regina Salau Brollo, da 6ª Vara Federal de Curitiba, concedeu liminar à Prefeitura de Rio Branco do Sul, para que as ligações telefônicas feitas do município para os demais da região metropolitana da Capital sejam cobradas como tarifas locais e não como interurbanas.
MEMÓRIA - A primeira liminar determinando a tarifação local de ligações telefônicas foi concedida em julho do ano passado a Quatro Barras, também na RMC. Desde então, Campina Grande do Sul, Mandirituba e Contenda, além do Bairro Contenda (em São José dos Pinhais), também foram beneficiados pela decisão.
PERGUNTINHA - Foi jogo de cena a coletiva de Marina Taniguchi (PSDB), negando que é candidata?
Leandro Donatti e sucursais
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