Debate da Educação
A etapa intermunicipal da Conferência Nacional de Educação (CONAE) 2018 foi realizada ontem na Universidade Estadual de Londrina com duas apresentações culturais de dança e música. O objetivo do encontro foi debater democraticamente as políticas públicas em prol da educação, propor avanços a serem implantados desde o ensino infantil à pós-graduação, determinar diretrizes, metas e estratégia que serão levadas às etapas estadual e federal, além de avaliar os Planos Nacional, Estadual e Municipal de Educação. Ao todo, a etapa intermunicipal abriu 280 vagas para representantes da educação básica, superior, técnica e profissionalizante, além de participantes dos movimentos sociais.

Compra Londrina
A Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Compra Londrina, informou que tem quase R$ 29,3 milhões até o fim de junho para investir em empresas que forneçam produtos e serviços para o Município em diversos setores, principalmente obras, saúde e alimentação. Até o fim deste mês, são 16 licitações abertas para empresas interessadas em fechar contratos com o governo municipal. Além da Prefeitura, a Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Sebrae e Observatório de Gestão Pública (OGPL) são parceiros do programa que estimula empresas locais a se tornarem fornecedoras dos órgãos públicos da cidade.

Refis 2018
A Prefeitura de Cornélio Procópio, por meio do Departamento de Fiscalização, Rendas e Tributos, confirmou que sexta-feira (15) é o último prazo para que os contribuintes que possuem dívidas com o município parcelem seus débitos dentro do Programa Refis 2018. A partir de julho as dívidas não parceladas serão inseridas na "Dívida Ativa" do município de Cornélio Procópio e enviadas para cobrança judicial.

Carmen Lúcia e a imprensa livre
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 11, que sem uma imprensa livre a Justiça e o Estado "não funcionam bem". A fala, que abordou a vigência da Constituição a o papel do jornalismo nas últimas três décadas, abriu o seminário '30 anos sem Censura - A Constituição de 1988 e a liberdade de imprensa', organizado pelo CNJ. O evento marcou a divulgação de estudo sobre ações judiciais contra veículos de comunicação, que envolvem liberdade de imprensa. Realizada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, a pesquisa aponta que a Justiça Eleitoral é responsável por 25% desses processos. A maioria, 68,7%, tramita na Justiça Estadual.

Danos morais
Propostas geralmente por candidatos ou partidos políticos, as ações em sua maioria referem-se a danos morais e a questões relacionadas ao direito eleitoral, "questionando matérias que teriam prejudicado a sua imagem (de candidato ou partidos) junto ao eleitorado", aponta a pesquisa. Entre as principais motivações das ações estão difamação, violação à legislação eleitoral e violação à privacidade. Ainda de acordo com o estudo, a maior incidência de processos está no Estado do Rio de Janeiro, com o dobro da média nacional em casos por cem mil habitantes.

FHC, Lula e Moro
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a afirmar ao juiz Sergio Moro, na manhã desta segunda-feira (11), que o presidente não tem condições de saber de tudo que acontece na administração pública durante seu governo. Ele foi arrolado como testemunha de defesa de Luiz Inácio Lula da Silva no processo que envolve o sítio em Atibaia (SP). "No Brasil, as pessoas pensam que o presidente pode tudo e sabe tudo", afirmou. FHC concordou com a tese da defesa de Lula de que a responsabilidade de eventuais problemas na Petrobras não pode ser transferida para o presidente, acrescentando que não há tempo de saber dos meandros da administração. Fernando Henrique prestou depoimento por meio de videoconferência com São Paulo. Em fevereiro de 2017, ele já havia falado a Moro como testemunha no caso do tríplex no Guarujá (SP), pelo qual Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão.

Palestras do ex-presidente
Questionado pela defesa de Lula, FHC confirmou que teve encontros com Emílio Odebrecht, assim como com outros empresários. "Eu falava com todo mundo e continuo falando. A função de quem está governando não é escolher o interlocutor. Tem que lidar com personagens públicos", disse. Ele afirmou, ainda, que também recebeu doações de entidades privadas para realizar a manutenção de seu acervo presidencial. "Está tudo registrado."
O ex-presidente também falou sobre suas palestras, ressaltando que os serviços foram sempre declarados. "Como não tenho aposentadoria, tenho que trabalhar. Uma vantagem que eu tenho é que dou palestra em quatro línguas. Tudo tem contrato, agente, tudo declarado." Questionado por Moro se alguma das empresas que o contratou para uma palestra reformou alguma propriedade que ele utilizava, como pagamento por fora, o ex-presidente negou.

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