INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de março de 2018
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Na onda do 'Mito'
O vereador Filipe Barros anunciou nesta quarta-feira (28) que saiu do PRB (Partido Republicano Brasileiro) e vai se filiar ao mesmo partido de Jair Bolsonaro, o PSL (Partido Social Liberal). A oficialização será nesta quinta-feira (29), às 12h, em Curitiba, junto com o presidenciável. A mudança é com a intenção de disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro. Vereador de primeiro mandato, Barros é defensor na Câmara de projetos polêmicos como o Escola Sem Partido.
Consenso
Em entrevista ao Portal Bonde, do Grupo Folha, o vereador disse que houve um consenso do diretório municipal de nacional da atual legenda na sua saída. "Agradeço ao PRB, pois através de muito diálogo municipal e nacional liberaram minha carta de anuência para mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato na Câmara Municipal de Londrina."
Encontro de liberais
O presidenciável João Amoêdo, pré-candidato pelo partido NOVO, confirmou sua vinda à ExpoLondrina. Ele participa de um evento em que vai discutir a renovação da política brasileira, da necessidade de modernizar o Estado, acabar com os privilégios e colocar o cidadão como protagonista dessa mudança. O encontro será em um almoço no buffet Elite, onde participam por adesão lideranças políticas e empresariais locais e simpatizantes das ideias liberais. Além da Presidência, o partido NOVO lançará candidatos a deputado federal e senadores em 18 estados, além do Distrito Federal.
Penduricalhos da Justiça
A AL (Assembleia Legislativa) começa a votar na segunda-feira (2) o projeto de lei que altera o artigo 84 do Código de Organização e Divisão Judiciárias e que cria a gratificação por exercício acumulativo de atribuições judiciais e/ou administrativas e de acervo. Na prática, na hipótese de exercício cumulativo de jurisdição, funções administrativas ou acumulação de acervo processual, o magistrado receberia a importância não superior a um terço do subsídio por mês, pago proporcionalmente em caso de atuação em período inferior, observando o teto constitucional. O PL 145/2018 é de autoria do Tribunal de Justiça e tramita em regime de urgência. Na justificativa para o texto o TJ-PR afirma que a acumulação de atribuições acarreta em acréscimo de responsabilidade e de carga de trabalho, o que exige mais tempo no desempenho da atividade jurisdicional.
Independência na investigação
Em nota, a Associação dos Delegados de Polícia e o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Paraná informaram que "acompanham com atenção os fatos divulgados pela imprensa nacional que dão conta do possível afastamento do Delegado de Polícia Dr. Wilkinson Fabiano Oliveira de Arruda da investigação que apura o suposto atentado contra o ex-presidente Lula no Estado do Paraná." As entidades repudiam qualquer ingerência externa em investigações policiais que atentem contra a independência funcional do Delegado de Polícia, enquanto membro de carreira jurídica que desempenha atividade essencial e exclusiva de Estado, nos termos da Lei 12830/13. "As entidades representativas esperam que a investigação transcorra dentro da normalidade esperada, sendo apresentada, ao final, as respostas que a sociedade espera."
Federalização
Deputados da bancada petista na Câmara culparam parlamentares da base de sustentação do governo Michel Temer por incitar a violência política contra adversários. Segundo os petistas, o partido está coletando provas em que os parlamentares e seus simpatizantes estariam estimulando "grupos fascistas" e "milícias" a agirem contra a caravana do ex-presidente Lula. Os deputados cobraram que o atentado contra a caravana seja investigado por forças federais e pela Procuradoria Geral da República por entenderem que há uma escalada de violência contra setores políticos motivada pela polarização do cenário.
Maluf em casa
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quarta-feira (28) que o deputado Paulo Maluf (PP-SP,) preso na Papuda, em Brasília, desde dezembro, cumpra prisão domiciliar. Na decisão, Toffoli afirma que a defesa de Maluf apresentou documentos que comprovam que o deputado "passa por graves problemas relacionados à sua saúde no cárcere". Toffoli determina que a defesa de Maluf junte aos autos o laudo médico do hospital em que o político está internado. O magistrado remeteu o caso para ser analisado pelo plenário do STF.
Evasão de divisas
Em maio de 2017, Maluf foi condenado pela primeira turma do STF a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado por crimes de lavagem de dinheiro. Ele também foi condenado à perda do mandato. De acordo com a denúncia, enquanto era prefeito de São Paulo (1993 a 1996), Maluf ocultou e dissimulou dinheiro desviado da construção da avenida Água Espraiada (atualmente chamada de avenida Roberto Marinho).


