Moradia popular
Uma audiência pública vai tratar de um problema que acomete a cerca de 60 mil pessoas em Londrina: a falta de moradia. A audiência, marcada para a noite do dia 4 de abril, foi uma solicitação do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania, o vereador Vilson Bittencourt (PSB). Também integram a comissão os vereadores Guilherme Belinati (PP) e Estevão da Zona Sul (sem partido). O objetivo é fazer um diagnóstico e verificar quais as medidas vão ser tomadas pelo Executivo para amenizar o problema, por exemplo, o da ocupação do Residencial Flores do Campo, na zona norte da cidade. O diretor-presidente da Companhia de Habitação (Cohab), Marcelo Cortez, e representantes da Caixa Econômica Federal, Ministério Público, Defensoria Pública, Centro de Direitos Humanos e outras entidades vão ser convidados.

Plano Diretor
Depois da região sul é a vez das regiões centro/leste receberem o encontro do Ciclo de Debates sobre a revisão do Plano Diretor Municipal de Londrina (PMDL). O Ciclo de Debates faz parte da segunda fase da revisão do Plano Diretor, que deve ser reformulado e enviado à Câmara Municipal de Londrina para ser votado e aprovado até o final do ano. A reunião da região leste vai ser realizada nesta quinta-feira (22), às 19h, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Valéria Veronesi, na rua Benjamin Constant, 800, centro.

Agenda positiva
O governador Beto Richa vem a Londrina hoje com uma agenda positiva extensa, como que sinalizando que precisa cumprir o máximo de compromissos até abril, mês em que terá que se desincompatibilizar do cargo se for mesmo candidato ao Senado. Pela manhã, às 10h, ele inaugura o novo IML, obra que a exemplo da duplicação da PR-445 se arrastou por anos, a ponto de em Maringá ter sido entregue antes. Às 11h30, assina na Acil contrato com consultoria especializada para elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do eixo das metrópoles de Londrina, Apucarana e Maringá. À tarde, o governador entrega novos veículos no Iapar e inaugura a nova Ciretran de Cambé. E à noite participa de jantar com a Associação Cultural Brasil-Japão.

Discussão adiada
A sessão de terça-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná acabou caindo por falta de quórum. Dos 13 integrantes da CCJ, apenas seis apareceram. Entre os ausentes estavam o líder do governo na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), e o líder do PMDB, Nereu Moura. Com isso, a discussão sobre o programa "Escola sem Partido", que pretende restringir discussões sobre política e sexualidade nos colégios públicos do Estado, acabou adiada.

Opiniões
A mensagem foi apresentada há um ano e três meses, na esteira de outras semelhantes, que vêm sendo discutidos em Legislativos municipais e estaduais ao redor do País. Na justificativa, os autores alegam ser "fato notório que professores e autores de livros didáticos vêm-se utilizando de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas; e para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral – especialmente moral sexual – incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais ou responsáveis".

Mordaça
A APP-Sindicato, que representa os professores estaduais, contudo, chama o "Escola sem Partido" de "lei da mordaça". Conforme a entidade, o objetivo da proposta é impor um patrulhamento e uma censura ao trabalho docente. O Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se posicionaram contra. Ambas citaram o artigo 206 da Constituição Federal, segundo o qual "a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, são bases da educação nacional".

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