INFORME FOLHA - Futuro das subsidiárias
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
EQUIPE DA FOLHA 
Futuro das subsidiárias da Sercomtel
Os projetos de lei 96 e 98 de 2019 que tratam do futuro das empresas subsidiárias da Sercomtel passaram pela Comissão de Justiça com algumas mudanças na redação. Apesar do aspecto jurídico ter aval do Legislativo, o Executivo ainda terá que trabalhar para convencer os vereadores do mérito da medida. A intenção da gestão Marcelo Belinati é fazer uma junção da Sercomtel Iluminação e Sercomtel Contact Center em uma empresa de economia mista para alavancar negócios de TI (Tecnologia da Informação).
Viabilidade econômica
Para o relator da matéria, o vereador Eduardo Tominaga (DEM), o debate precisa agora focar na viabilidade econômica deste projeto. "É preciso que exista um plano de negócio sustentável. Nossa preocupação é que no futuro precisamos saber se essa empresa não se tornaria um problema para a cidade como se tornou a Sercomtel S/A, sem capacidade de investimento."
Frota de veículos
Nesta quarta-feira (14), a partir das 9h, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JMK da Assembleia Legislativa realiza sua décima primeira reunião. Foram intimados para as oitivas dois ex-diretores do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (Deto), Ernani Augusto Delicato e João Maria dos Santos, além do atual titular do cargo, Marco Antônio Ramos. A CPI foi instalada para investigar irregularidades no contrato do governo do Paraná com a empresa responsável pela gestão da frota de veículos do Executivo.
Alarmes monitorados
A Prefeitura de Londrina deverá lançar em outubro um edital de R$ 1,5 milhão para contratação de alarmes monitorados que serão supervisionados pela guarda municipal. A ideia é diminuir o alto índice de furtos em prédios públicos, principalmente em escolas e creches municipais depredadas por vândalos. O presidente da Comissão de Educação, Amauri Cardoso (PSDB), anunciou a medida e informou que quatro viaturas da guarda deverão dar apoio ao sistema de alarmes. "O prejuízo material por ano é de cerca de R$ 400 mil. Fora o prejuízo para as crianças e professores que têm seus trabalhos interrompidos", disse.
Lei Maria da Penha nas escolas
A Prefeitura de Apucarana, por meio da Autarquia de Educação e da Secretaria da Mulher e Assuntos da Família, está promovendo a conscientização dos alunos da rede municipal de ensino sobre o grave problema da violência contra a mulher. Cerca de 1500 crianças, matriculadas nas turmas de 4º ano, estão recebendo revistas com histórias em quadrinhos a respeito da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei nº 11.340 homenageia uma mulher que foi agredida pelo marido durante seis anos até tornar-se paraplégica. “O nosso objetivo é fazer com que os meninos e meninas percebam que xingamentos e agressões, que eles muitas vezes veem em casa, não são atitudes normais e nem devem ser reproduzidas. A prevenção é o melhor trabalho que podemos fazer em prol da desnaturalização da violência doméstica,” afirma a secretária da mulher Denise Canesin.
Câmara apura acordo secreto de Itaipu
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou nessa terça-feira (13) requerimento do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR) para que os ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, de Minas e Energia, participem de audiência pública com o objetivo de esclarecer os termos e as implicações do recente acordo assinado, e posteriormente cancelado, entre o Brasil e o Paraguai sobre a compra e venda de energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu.
"Caso nebuloso"
Mantido em segredo, o acordo acabou sendo revelado pela imprensa e provocou uma crise que colocou o presidente paraguaio, Mario Abdo Benitez, sob o risco de impeachment. Também há suspeitas de que o acordo beneficiaria uma empresa brasileira ligada a integrantes do PSL e pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro. A data da audiência ainda será definida. "Trata-se de um caso nebuloso, que já provocou uma crise internacional, e que precisa ser totalmente esclarecido. A falta de transparência sobre o acordo e a suspeita de tráfico de influência para beneficiar uma empresa brasileira ainda carecem de explicações mais detalhadas por parte do governo brasileiro", afirmou Rubens Bueno.


