Substituta da JMK

Em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) para a cerimônia de reabertura da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas nessa quinta-feira (25), o governador Ratinho Junior (PSD) argumentou que o contrato do poder executivo com a Maxi Frotas, empresa substituta da JMK, é emergencial porque “um edital de licitação desse tamanho de uma frota que chega a 22 mil carros não é feito em três, quatro meses”. A Maxi Frotas, atual responsável pela manutenção dos veículos oficiais do governo, atuará por 180 dias até que “no final de outubro, início de novembro, um novo edital seja feito”, de acordo com o governador. A empresa toma o lugar da investigada JMK, porque “houve um grande problema com essa empresa, que já veio de outros governos no Estado”, segundo Ratinho.

Problemão

O "grande problema" a que Ratinho Junior se refere é que a JMK é alvo de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa e investigada na Operação Peça Chave, da Polícia Civil, deflagrada em maio. Segundo a polícia, a JMK teria fraudado licitações e desviado dinheiro em 2015. O deputado estadual Requião Filho (MDB) questionou o valor do novo contrato com a Maxi Frotas, de R$ 38,6 milhões, para os 180 dias de vigência. É, segundo o deputado, R$ 10 milhões mais caro do que seis meses de atuação da JMK, de R$ 56 milhões ao ano. Questionado na coletiva tanto sobre o valor quanto sobre o contrato emergencial, o governador respondeu apenas a segunda pergunta. Já Reinhold Stephanes, secretário de Administração, argumentou que o preço de mercado é usado como referência para o valor do contrato.

Boca a boca na feira

Quem circulou pela feira livre dessa quinta-feira (25) nas avenidas Alagoas e São Paulo, no centro de Londrina, percebeu a distribuição gratuita de exemplares de um informativo político dos deputados Boca Aberta (federal), e o filho, Boca Aberta Jr. (estadual). O material contém as principais ações realizadas pelos dois parlamentares neste primeiro semestre do ano. Uma delas informa que “deputado federal Boca Aberta propõe lei que obriga políticos a usarem o SUS”. Quando fraturou o nariz após levar um soco do vereador Amauri Cardoso (PSDB), na Avenida JK, no centro da cidade, Boca Aberta ficou internado em um hospital particular. O deputado justifica no informativo que existe uma normativa da Câmara dos Deputados que obriga os 513 parlamentares a utilizarem o sistema privado de saúde. “Eu acho isso injusto, por que não podemos usar o SUS também?”. Boca é um dos pré-candidatos a prefeito de Londrina na eleição do ano que vem.

Regulando os juros

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou proposta para regulamentar a cobrança de juros pelas instituições financeiras. O projeto de lei complementar 181/2019 pretende impor limites e transparência às taxas cobradas pelos bancos para a concessão de crédito aos cidadãos e às empresas. Usando dados do Banco Central, a deputada, que é a presidente nacional do PT, argumenta que as taxas de juros cobradas de consumidores e empresas no Brasil estão entre as mais altas no mundo, sendo que as de juros no crédito pessoal, sem consignação na folha de pagamentos, foram, em média, de 120,2% ao ano, em maio de 2019. No cheque especial, chegam a 320,9% ao ano. O projeto determina, entre outras coisas, que os bancos detalhem os percentuais que compõem a taxa cobrada.

Balanço da Câmara de Maringá

Segundo balanço divulgado pela assessoria da Câmara Municipal de Maringá, do total de proposições aprovadas pelos vereadores no primeiro semestre do ano foram sancionadas pelo município 103 Leis Ordinárias, 19 Leis Complementares, e promulgada uma Emenda à Lei Orgânica. O coordenador da Divisão de Assistência Legislativa da Câmara maringaense, Luiz Longhini, explica que o restante dos projetos que ainda não viraram leis pode estar em tramitação no Legislativo, onde passam pela análise das Comissões Permanentes da Câmara, ou então já ter sido despachado para o Executivo e estar aguardando sanção ou veto do prefeito municipal.

Suspensa licitação em Toledo

A prefeitura de Toledo (Oeste) teve que suspender a licitação aberta para contratação de agência de publicidade e propaganda pelo valor máximo de R$ 1 milhão por 12 meses de contrato. A decisão partiu do Tribunal de Contas do Estado (TC-PR), por meio de medida cautelar. O ato foi provocado por Representação da Lei de Licitações e Contratos interposta pela empresa Blancolima Comunicação e Marketing. A licitante apontou que a subcomissão técnica responsável por julgar os planos de comunicação apresentados pelas interessadas beneficiou irregularmente a agência Vivas Comunicação, classificada em primeiro lugar na disputa, ao desrespeitar as regras previstas no edital do certame.

Herdeiro da OAS morre após depor

O empreiteiro Cesar Mata Pires Filho morreu nessa quinta (25), vítima de um infarto. O empresário, que tinha 41 anos, passou mal no começo do mês, em uma audiência na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele era investigado pelo suposto pagamento de propinas ao PT na construção de um prédio da Petrobras em Salvador. Mata Pires estava respondendo a perguntas do juiz Luiz Antonio Bonat quando começou a se sentir mal e bateu com a cabeça em uma mesa. Socorrido, ele foi hospitalizado e passou por um procedimento cirúrgico. Foi transferido para São Paulo, onde permaneceu internado e acabou morrendo.

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