INFORME FOLHA -
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sábado, 02 de setembro de 2006
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Passando a faixa
Depois de comandar a reunião da Operação Mãos Limpas, às 8 horas de amanhã, o governador Roberto Requião (PMDB) passa a chefia do Poder Executivo para as mãos do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB). A partir de amanhã, Requião será oficialmente - apenas candidato ao Palácio Iguaçu.
Do outro lado da praça
Já Hermas Brandão, que teve sua candidatura a vice de Requião cancelada pela Justiça Eleitoral, volta a sentir o gostinho de comandar o Executivo. Vai literalmente olhar a Assembléia de cima, da janela do terceiro andar do Palácio Iguaçu, na praça Nossa Senhora de Salete. Brandão deve se divertir mais com as tarefas do Executivo, já que as sessões da Assembléia andam sem grandes novidades, como é comum em período eleitoral.
Descrédito
Candidatos que têm percorrido o Interior nas últimas semanas não acreditam que a falta de empolgação do eleitor possa ser atribuída apenas às restrições legais à propaganda eleitoral. Os próprios candidatos concluíram que a frieza do eleitor tem origem mesmo no descrédito com a classe política.
Distância
Essa constatação feita pelos políticos locais é bem parecida com as conclusões de um estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB). De acordo com o coordenador do estudo, o professor do Instituto de Ciência Política da universidade, Ricardo Caldas, a falta de confiança nos políticos não tem nada de recente. Pelo contrário, a classe política vem se distanciando da sociedade desde o movimento por eleições diretas, em 1984, após o regime militar.
Tudo igual
Segundo Caldas, essa situação foi agravada pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, e não parou de crescer. E as denúncias de corrupção do ano passado e deste ano levaram o ânimo do eleitor ao fundo do poço. Para o professor, o eleitorado não se sente representado e muitas vezes não faz distinção entre bons e maus políticos.
Laranjas...
A atuação dos partidos nanicos no debate na
TV Bandeirantes, na última segunda-feira, fez os principais candidatos acusarem as legendas de estarem à serviço de alguém como, aliás, não é raro nas eleições. Tanto que já tem político sugerindo que o TRE feche o cerco aos nanicos, apesar desses pequenos partidos negarem que estariam a serviço de outras legendas.
...ácidas
Seja como for, as intervenções dos nanicos renderam momentos interessantes no debate. Questionado por Osmar Dias (PDT) sobre o bordão de campanha de Requião sobre o pedágio em 2002 (Ou baixa ou acaba), Antônio Roberto Forte (PSL), ao invés de atacar Requião, mirou no pedetista, lembrando que o grupo do ex-governador Jaime Lerner que implantou o pedágio no Estado dá suporte à candidatura do senador.
Faxina
Outro que surpreendeu foi Melo Viana, do PV, que queria saber de Rubens Bueno (PPS) quantos litros de água sanitária são necessários para manter o voto limpo, slogan da campanha do PPS.
Conselho do MP
Toma posse amanhã, em Curitiba, o novo quadro do Conselho Superior do Ministério Público do Paraná. Serão empossados Sérgio Luiz Kukina, Saint-Clair Honorato Santos, Lineu Walter Kirchner, Bruno Sérgio Galatti, Wanderley Batista da Silva, Moacir Gonçalves Nogueira Neto e Alberto Eloy Alves. Os procuradores de Justiça foram escolhidos em eleição, dia 31 de agosto.
Sagradas escrituras em pauta
Depois da polêmica em torno da criação de um
Dia da Bíblia na Câmara de Curitiba, agora a proposta é disponibilizar bíblias em braile nas bibliotecas públicas da cidade. A intenção é facilitar a inclusão de pessoas com deficiência visual na vida religiosa da sociedade. Há semanas rendendo polêmica, a proposta do Dia da Bíblia ainda depende de votação final.
Em órbita
Dia desses, o candidato ao governo de São Paulo do PSDB, José Serra, ironizou declarações do presidente Lula (PT), de que apenas fatores extraterrestres o impediriam de cumprir suas promessas. Dá a impressão que o presidente está em órbita, alfinetou Serra, sorrindo.
Perguntinha
Os candidatos estão em órbita ou a paciência do eleitor já deixou a galáxia?
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