Arquivo FolhaEmaranhadoNo depoimento de ontem à PF no Rio, o pastor Caio Fábio repetiu informações e adicionou outras ao intrincado caso, que envolve ‘‘confissões pastorais’’ que ele não pode revelar, mas admite que contou a ‘‘algumas pessoas’’Na Polícia Federal, o pastor Caio Fábio, que há algumas semanas renunciou à direção da Fábrica da Esperança, uma entidade assistencial no Rio, em função do envolvivimento do seu nome no caso, fez uma descrição de como seria o ‘‘Inglês’’, uma pessoa com quem não teve mais contatos, sabendo apenas que ele fala fluentemente o português e também não teria ligação com seu informante. Conforme o pastor, pelas revelações de seu amigo é que ele supõe a existência de um outro dossiê, contendo novas revelações. ‘‘Nada do que foi divulgado está batendo com as informações que recebi’’, disse ele.
Além disso, Caio disse na PF que haveria relação entre as contas e a privatização. ‘‘Jamais apareceu na mídia que haveria esta relação, que estaria comprovada em balanço, da privatização com depósitos em contas’’ no paraíso fiscal do Caribe, afirmou o pastor, mas sem entrar em detalhes.
Segundo o pastor Caio Fábio, na véspera do segundo turno para governador ele ouviu rumores de que os documentos estavam circulando em São Paulo, mas não sabia se tratava-se dos mesmos que conhecia. ‘‘Segundo uma pessoa me ligou da Flórida, eles estavam com pessoas ligadas a Maluf’’, acrescentou o pastor, referindo-se ao ex-prefeito Paulo Maluf.
O pastor evangélico contou que chegou a conversar sobre o assunto com o secretário-geral da presidência da República licenciado, Eduardo Jorge Caldas, que já sabia da história. ‘‘Já estou sabendo e trata-se de uma falsificação’’, teria dito Eduardo Jorge a Caio Fábio. (A.E.)

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