Curitiba - Apesar do alto escalão do governador Jaime Lerner (PFL) garantir disposição em fornecer todas as informações solicitadas pelo novo governo, o porta-voz da equipe de transição do PMDB, o deputado estadual e vice-governador eleito Orlando Pessuti (PMDB), disse ontem que as informações sobre a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e as parcerias firmadas pela estatal com empresas privadas são tratadas com sigilo pela equipe do atual governo.
De acordo com Pessuti, o secretário da Fazenda, Ingo Hubert, que acumula a presidência da Copel, se disporia a ''confidenciar'' informações envolvendo a Copel ao indicado para comandar a estatal no próximo governo. Isso porque, segundo Pessuti, haveria um entedimento dentro do governo que, para se divulgar essas informações, todas as empresas envolvidas teriam que concordar em liberar dados. O governador eleito Roberto Requião (PMDB) ainda não definiu quem será o presidente da estatal.
A intenção de Requião é analisar com profundidade todas as parcerias e contratos de compra e venda de energia que a Copel firmou com empresas da iniciativa privada durante a administração Lerner. Esses dados já foram solicitados ao governo, e Pessuti avisou que todos os contratos e parcerias que possam prejudicar a governabilidade e forem desastrosos para as finanças públicas correm o risco de ser cancelados.
Desde 1998, início do segundo mandato do pefelista, estima-se que a Copel tenha firmado 29 parcerias com empresas privadas, terceirizando serviços lucrativos.

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