Em período de campanha eleitoral, uma terceira forma de ''traição'' é observada: candidatos ou filiados que apoiam candidatos de outros partidos ou coligações. São vários os casos de ''dobradinhas'': candidatos a deputado estadual trocando apoio com candidatos a deputado federal de outro partido, por exemplo.
No Paraná, PT, DEM, PMDB e PSDB relataram que não tiveram casos de infidelidade partidária nestas eleições. O PPS já abriu, pelo menos, nove ''procedimentos de apuração de violência de ética'' no diretório estadual. A comissão de ética do PDT já analisou quatro denúncias de infidelidade e o PV aprovou a expulsão de um ex-candidato a deputado federal.
Celso Goes chegou a ser registrado junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) pelo Partido Verde. Em maio, comunicou ao diretório que não iria mais disputar uma vaga na Câmara Federal e um pouco depois declarou apoio ao candidato de outro partido. Ele recebeu uma advertência e teve 30 dias para apresentar sua justificativa. Ao não receber uma defesa oficial, a executiva estadual do partido decidiu, unanimemente, pela expulsão. O PV não fez alianças nestas eleições.
O Partido Popular Socialista investiga o comportamento ''infiel'' de sete vereadores e dois prefeitos. Todos foram advertidos e receberam um prazo para apresentarem suas justificativas. O partido optou por não divulgar os nomes dos envolvidos até a conclusão dos processos. Na eleição majoritária deste ano, o PPS fez aliança com o DEM e o PSDB, entre outros, para apoiar Beto Richa na candidatura ao governo do Estado.
Já o Partido Democrático Trabalhista, da chapa encabeçada pelo candidato a governador Osmar Dias (PDT), investiga três situações de infidelidade no Estado e já expulsou o presidente de diretório municipal em Cornélio Procópio, Jader Silva Correia Júnior, por apoiar um adversário. Um dos processos abertos na comissão de ética do partido recomenda a expulsão de toda a comissão provisória do município de Jaguapitã, ao todo, 12 filiados que estariam fazendo campanha para candidatos de outros partidos. Os outros dois casos envolvem um prefeito do interior e um vereador de Três Barras que, a princípio, estaria fazendo ''corpo mole'' na campanha. (M.R.M.)

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