Infecção já está sob controle
O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Einstein, mas, segundo boletim médico divulgado no início da tarde de ontem, não teve febre e mantém a estabilização de suas funções respiratórias e hemodinâmicas. Segundo especialistas, em comparação com o quadro clínico de domingo - o dia mais crítico desde a internação do ministro, na semana passada -, o ponto mais significativo da melhora de Motta é a ausência de febre. Isso indica que o novo tratamento antibiótico, adotado na tarde de domingo, surtiu efeito e a infecção está sob controle. Os médicos ressaltam, porém, que o chamado quadro de base, ou seja, a doença intersticial pulmonar e insuficiência respiratória, persiste.
Durante todo o dia de ontem, ministros, líderes políticos, parlamentares e amigos estiveram no hospital Albert Einstein para saber notícias de Motta e prestar solidariedade à família do ministro das Comunicações. O PMDB enviou seis representantes ao hospital: os ministros da Justiça, Renan Calheiros (AL), dos Transportes, Eliseu Padilha (RS), o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), o líder na Câmara, Geddel Vieira Lima ( BA), o senador José Sarney (AP), e o deputado Henrique Alves (RN) estiveram no hospital.
O PSDB foi representado pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, pelo secretário estadual da Saúde, José da Silva Guedes, e pelo ex-secretário da Ciência e Tecnologia, Émerson Kapaz. Eles conversaram apenas com os médicos e com a família do ministro, pois as visitas a Motta estão proibidas.
A febre baixou e o ministro tem uma resistência muito grande, disse Guedes, que é médico sanitarista. Ao deixar o hospital, Paulo Renato disse que Mottarealmente está melhor.
Motta permanece sedado e sob ventilação artificial mecânica, necessitando de altas frações inspiradas de oxigênio, e continua recebendo antibióticos e antiinflamatórios. Segundo Temer, que durante sua permanência no Einstein conversou com o médico Bernardino Tranchesi Jr., um dos integrantes da equipe responsável pelo tratamento de Motta, há uma avaliação otimista sobre as perspectivas de recuperação do ministro. (AE)





