Curitiba - O assessor especial do governo do Paraná, Mário Marcondes Lobo, morreu terça-feira à noite vítima de infarto. Lobo - considerado um dos homens estratégicos da administração estadual e era advogado particular do governador Roberto Requião (PMDB) - passou mal durante uma reunião com o delegado-chefe da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, mas não resistiu. O corpo foi velado ontem na Capela do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Paranaguá (cidade natal). O enterro foi às 17h e teve o acompanhamento de familiares e amigos.
Mário Lobo era amigo pessoal de Requião. No primeiro governo, ele assumiu a superintendência da Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (APPA) no lugar de João Aires Pinheiro no dia 28 de março de 1991. O filho dele, Mário Marcondes Lobo Filho, é o atual diretor administrativo e financeiro da APPA.
Discreto, Lobo tinha grande influência junto ao governador. Ele exerceu funções estratégicas e era advogado de Requião na área cível (um deles é o processo em que o governador responde por danos morais contra a publicitária Cila Schulmann).
Requião, que estava de malas prontas para o Japão, decretou luto oficial por três dias pela morte do assessor especial. Lobo era presidente do Conselho de Política Automotiva do Paraná (formado por sindicalistas, representantes da Secretaria de Estado de Saúde, empresários, funcionários do INSS e da Delegacia Regional do Trabalho), e suplente no Conselho Administrativo da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).
No dia 4 de outubro de 2003, assumiu também a presidência do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) quando Requião resolveu demitir João Tadeu Serpa Nunes por quebra de confiança. Nunes autorizou a prorrogação de convênios do Serlopar com fornecedores de máquinas de jogos.
Como presidente do Serlopar, Lobo extinguiu os contratos e convênios considerados como irregulares - por promoverem jogos de azar -, três jogos existentes no Estado e promoveu a chamada ''raspadinha cultural''. Ele também reduziu o quadro funcional do Serlopar, extinto esta semana, com a aprovação da Assembléia Legislativa. Atualmente, Lobo presidia o PMDB de Paranaguá.
Com 63 anos, Lobo foi responsabilizado pela contratação do policial civil Délcio Rasera para serviços internos na Casa Civil. Rasera foi preso pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e acusado de chefiar uma quadrilha que supostamente fazia grampos ilegais no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

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