A criação da Fundação Estadual de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas-PR) é tratada como uma modernização pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Inesco), entidade que completa 26 anos em 2014. O presidente do órgão, o médico sanitarista João Campos, divulgou carta aberta da Inesco na sessão de ontem da Câmara de Londrina em defesa do projeto estadual.
Entretanto, houve vozes contrárias, como as das vereadoras Elza Correia (PMDB) e Lenir de Assis (PT), que expressaram preocupação com o que chamam de "privatização" do serviço de saúde pública.
Segundo Campos, a permissão para contratar médicos via Consolidação de Leis do Trabalho (CLT) deve agilizar o preenchimento de vagas em cidades pequenas. Para ele, a medida cria uma carreira na saúde pública estadual, nos moldes existentes no Ministério Público e no Judiciário. Com isso, um médico aprovado em concurso teria de começar em cidades pequenas, que normalmente são rejeitadas.
Ele dá o exemplo da criação de fundação semelhante na Bahia, focada principalmente na atenção básica. "Lá, se uma cidadezinha pagava R$ 10 mil para o médico, a vizinha oferecia R$ 11 mil e o profissional ia. Agora, é a fundação que decide para onde o médico vai", explica.
Campos também vê vantagem porque soluções "tapa-buracos" seriam evitadas, com contratação para hospitais como o da zona norte e zona sul, ampliados no governo anterior e com problemas de atendimento, e mesmo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU), pronta há dois anos e inoperante por falta de pessoal.

mockup